






Leia a última edição do nosso boletim da política sexual.
SPW, NUH/UFMG e ANTRA lançam o relatório de pesquisa “Fronteiras Borradas: Movimentos Feministas e de Mulheres e Política Antigênero no Brasil”. O estudo examina de onde vêm, quem são, onde estão as correntes feministas antigênero/transfóbicas/essencialistas brasileiras e como se situam e atuam no cenário político mais amplo de desdemocratização, crescimento do ultraconservadorismo e da extrema direita no país.
Este artigo, de autoria de Jane Galvão, Peter Aggleton e Richard Parker, aborda decisões-chave tomadas e políticas aprovadas durante os primeiros seis meses da segunda administração Trump nos EUA que afetam a saúde global, com ênfase nas suas implicações para o trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), e o Plano de Emergência do Presidente dos EUA para Alívio da AIDS (PEPFAR), entre outros.
No dia 22 de janeiro, o governo dos EUA anunciou a suspensão do financiamento a organizações estrangeiras que atuam na promoção de iniciativas de diversidade, equidade e inclusão. O SPW resumiu as principais alterações, que expandem as restrições previstas na "Regra Global da Mordaça" (Mexico City Policy) e que ainda terão muitos desdobramentos.
Conheça a série e acesse as relatorias dos debates sobre América Latina, EUA e África
A série Termos Ambíguos busca esclarecer a origem e os usos de expressões que têm sido usadas em discursos da extrema direita. A série é uma parceria do podcast Oxigênio, da Unicamp, com SPW
Desde ao menos 2010, quando a então candidata Dilma Rousseff afirmou, pressionada por setores religiosos, que seu governo não tomaria nenhuma ação pela legalização do aborto, temas de gênero têm sido centrais nas corridas presidenciais brasileiras. Por Nana Soares e Natália Assunção.
As ofensivas antitrans que varrem o Brasil também estão presentes no estado do Piauí. Embora antecedentes possam ser verificados em períodos anteriores, foi a partir de janeiro de 2026 que esse cenário se intensificou no estado, em consonância com o que ocorre no restante do país. Este texto descreve e analisa, de maneira concisa, estes últimos eventos, evidenciando que, além das dinâmicas locais, eles revelam intercambio e articulação com atores de abrangência nacional, e mesmo internacional, que hoje lideram essas ofensivas. Por Dandara Leite Carvalho
Por Bruna Quinsan Camargo. Há uma disputa particularmente simbólica acontecendo nas eleições para deputado federal em São Paulo. De um lado, Erika Hilton, uma mulher trans, deputada federal e candidata à reeleição. Do outro, Lucas Pavanato, vereador da capital e candidato a deputado federal.
Como temos analisado desde 2022, o esporte é hoje um conflagrado campo de batalha centrado na participação de mulheres trans. Nesses embates, as forças conservadoras antigênero se entrelaçam com posições de defensoras dos direitos das mulheres – muitas das quais se definem como feministas — cuja pauta é a suposta defesa do lugar das mulheres nos esportes. O resultado desses embates tem sido o cerceamento e exclusão de atletas trans dos espaços esportivos.
Neste momento, se você estiver nos EUA, já deve com certeza ter ouvido os incessantes apelos republicanos para “tirar os homens dos esportes femininos”. É o argumento usado para demonizar as meninas e mulheres trans que jogam em equipes femininas e afastá-las completamente dos esportes escolares e universitários. Artigo de Françoise Girard, traduzido pelo SPW.
A política provavelmente afetará um grande número de mulheres e meninas em todo o mundo: o COI recomenda a realização da triagem “no início da carreira esportiva”, expondo até mesmo atletas em fase de desenvolvimento a resultados de testes genéticos potencialmente devastadores. Dado o número de modalidades esportivas e de países nos quais a política será implementada — atualmente, há 43 modalidades no programa olímpico combinado de verão e inverno e mais de 200 Comitês Olímpicos Nacionais (CONs) —, é provável que a implementação da política seja bastante variada, expondo mulheres e meninas a uma ampla gama de possíveis danos.
Os Princípios de Yogyakarta, co-coordenado por Sonia Corrêa (SPW), tratam de um amplo espectro de normas de direitos humanos e de sua aplicação a questões de orientação sexual e identidade de gênero.
Este artigo examina o surgimento, a consolidação e os efeitos políticos das correntes feministas antigênero e transexclusionárias no Brasil entre a década de 2010 e meados da década de 2020, conforme mapeado em Fronteiras Borradas: Movimentos Feministas e de Mulheres e Política Antigênero no Brasil (2025).
Este breve informe foi elaborado pela ANTRA-SPW-NUH/UFMG para informar o público internacional sobre estes desenvolvimentos, que ocorreram imediatamente antes da Conferência da ILGA LAC. Ele recapitula e sintetiza os resultados de relatórios recentes sobre o estado atual da política antigênero no Brasil, com especial destaque para o papel crescente das correntes feministas excludentes de pessoas trans no contexto brasileiro.
Esse informe é resultado de uma virtuosa parceria entre o SPW e o site português BUALA, editado por Marta Lança. Agradecemos a Marta e a Mariana Moniz pela parceria.
O Observatório de Sexualidade e Política (SPW), o Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT+ da Universidade
O SPW, em parceria com o Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT+ da Universidade Federal de
Em 2024, mais de 60 países realizaram ou realizarão eleições em diferentes níveis de governo. As disputas
Em 2024, mais de 64 países terão eleições em diferentes níveis*. Essas disputas são tanto eleitorais quanto
Abaixo, apresentamos a tradução ao português da relatoria sobre o webinário “Democracias em disputa: América Latina”. O
Abaixo, apresentamos a tradução ao português da relatoria sobre o webinário “Democracias em disputa: Estados Unidos”. O
Gênero & Urnas é uma plataforma coletiva de estudantes, pesquisadoras e pesquisadores de diferentes regiões do país, interessados em compreender como o gênero “aparece” no tempo eleitoral de 2026: nos planos de governo das candidaturas, na propaganda e nas narrativas e outros conteúdos circulando nas redes, em entrevistas, debates e embates das campanhas e no próprio pleito. Também vamos observar e analisar o que vem em seguida, no período pós-eleitoral imediato.
A presença de pessoas LGBT+ nas disputas eleitorais é mais antiga do que a jovem democracia formal brasileira e quase tão longeva quanto a controvérsia sobre o sentido dessa presença. Desde as primeiras organizações ativistas, perguntava-se se as experiências, as demandas e as propostas dessa população encontrariam abrigo nos partidos políticos, mesmo nos que pareciam mais abertos à diversidade sexual e de gênero. Essa pergunta nunca foi respondida de forma consensual. Hoje ela retorna com outra cara: o que significa representação LGBT+ quando se desagarra da pauta dos direitos democráticos? O que devemos ler nas candidaturas LGBTQIA+ à direita, em todas as suas variantes? Elas não são numericamente expressivas, não são publicamente conhecidas, não têm lastro histórico, mas existem e estão enquadradas num projeto político antidemocrático.
Na face menos visível do processo eleitoral de 2026 há destruição e roubo de materiais de campanhas feministas e LGBTQIA+ , ameaças de morte e violência sexual, e ampla difusão de vídeos satíricos agressivos. São situações que muitas organizações desses campos já previam e para as quais vinham se preparando.
Pesquisadoras e pesquisadores que acompanham as ofensivas antigênero registradas na política brasileira há mais de uma década têm sido questionados sobre qual seria o “kit gay” da campanha eleitoral de 2026. O “kit gay” evoca o furor da eleição de 2018, quando a campanha de Bolsonaro usou o termo para propagar acusações contra um suposto projeto de doutrinação homossexual nas escolas, implementado por Fernando Haddad quando ministro da educação. Circularam, então, inúmeras versões do maléfico “kit gay”: havia tanto supostos livros didáticos quanto imagens pornográficas, além das “mamadeiras de piroca”.
No Brasil, um estupro acontece a cada seis minutos, tempo de leitura deste artigo. A maioria das vítimas é menor de 14 anos (77,3%). São crianças violentadas, na maioria dos casos, por pessoas conhecidas e que deveriam zelar por elas. Em 2025, quase 12 mil crianças tornaram-se mães como fruto dessas violações, alterando radicalmente o curso de suas vidas.
Desde ao menos 2010, quando a então candidata Dilma Rousseff afirmou, pressionada por setores religiosos, que seu governo não tomaria nenhuma ação pela legalização do aborto, temas de gênero têm sido centrais nas corridas presidenciais brasileiras. Por Nana Soares e Natália Assunção.
“Meu balanço é que estamos diante de um governo que semeia o medo todos os dias e que busca transformar os limites do que consideramos aceitável em uma democracia”. Leia a entrevista completa.
As ofensivas antitrans que varrem o Brasil também estão presentes no estado do Piauí. Embora antecedentes possam ser verificados em períodos anteriores, foi a partir de janeiro de 2026 que esse cenário se intensificou no estado, em consonância com o que ocorre no restante do país. Este texto descreve e analisa, de maneira concisa, estes últimos eventos, evidenciando que, além das dinâmicas locais, eles revelam intercambio e articulação com atores de abrangência nacional, e mesmo internacional, que hoje lideram essas ofensivas. Por Dandara Leite Carvalho