Sexuality Policy Watch [PTBR]

Os novos contornos da política antigênero no Brasil: breve informe

No Brasil, no início de 2026, as políticas antigênero vêm assumindo contornos de vigorosas ofensivas contra os direitos das pessoas trans. A onda começou no final de janeiro, quando a principal organização antitrans do país publicou um relatório acusando ativistas e académicos pró-direitos trans de serem meros instrumentos da filantropia “globalista”. Em seguida, uma inesperada visita promocional da Relatora Especial da ONU sobre Violência contra as Mulheres, Reem Alsalem, suscitou a propagação de suas posições contra os direitos de identidade de gênero, as quais são amplamente conhecidas.

Finalmente, a deputada trans Erika Hilton foi eleita para presidir a Comissão de Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, fato que, de imediato, provocou uma avalanche de ataques transfóbicos contra ela. Este episódio transportou a retórica antitrans para a grande imprensa e a política com P maiúsculo, levando a polêmica em torno dos direitos trans para o palco em que se desenrolam as primeiras cenas da eleição presidencial deste ano.

Este breve informe foi elaborado pela ANTRA-SPW-NUH/UFMG para informar o público internacional sobre estes desenvolvimentos, que ocorreram imediatamente antes da Conferência da ILGA LAC. Ele recapitula e sintetiza os resultados de relatórios recentes sobre o estado atual da política antigênero no Brasil, com especial destaque para o papel crescente das correntes feministas excludentes de pessoas trans no contexto brasileiro.

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