{"id":24309,"date":"2022-10-18T13:44:15","date_gmt":"2022-10-18T16:44:15","guid":{"rendered":"https:\/\/spw.fw2web.com.br\/ptbr\/2022\/10\/18\/sexualidade-genero-e-empoderamento\/"},"modified":"2025-07-10T15:04:21","modified_gmt":"2025-07-10T18:04:21","slug":"sexualidade-genero-e-empoderamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/biblioteca-spw\/artigos\/sexualidade-genero-e-empoderamento\/24309","title":{"rendered":"Sexualidade, g\u00eanero e empoderamento"},"content":{"rendered":"<p><em><b>Por Sonia Corr\u00eaa*<\/b><\/em><\/p>\n<h2><b>Empoderamento contextualizado\u00a0<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Empoderamento \u00e9 um t\u00f3pico complicado. Seu contexto &#8211; quando, o que e\u00a0 aonde &#8211; determina o tipo de empoderamento do qual estamos falamos. O conceito de empoderamento, como \u00e9 hoje geralmente entendido, surgiu nos anos 90. Mas a compreens\u00e3o do termo empoderamento n\u00e3o \u00e9 universal. O conceito foi moldado numa determinada situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3ria onde estavam em curso um conjunto de debates e nesses debates, seu uso j\u00e1 dependia de onde voc\u00ea estava situada e a partir de\u00a0 onde pensava\u00a0 sobre o termo e de como ele se enquadrava nessa posicionalidade. O empoderamento tal como usado no campo do g\u00eanero e desenvolvimento foi moldado em lugares muito diversos e teve diferentes trajet\u00f3rias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O discurso sobre g\u00eanero e desenvolvimento ao qual me refiro evoluiu em torno das confer\u00eancias do in\u00edcio dos anos 90 sobre direitos, desenvolvimento social, sa\u00fade e direitos sexuais e das mulheres. Envolvida diretamente nesses debates, eu valorizei a maneira como \u201cpoder\u201d estava sendo tratado. O\u00a0 conceito de empoderamento me interessou porque vi nele um potencial para compreender melhor, num sentido foucaultiano, como o poder est\u00e1 incrustado nos discursos jur\u00eddicos e biom\u00e9dicos, informando os debates desse campos, baseando as disciplinas cient\u00edficas do corpo e das rela\u00e7\u00f5es sociais\u00a0 a n\u00edvel micro, como as rela\u00e7\u00f5es entre mulheres e homens. Pensei que essa forma de entender o empoderamento poderia ser \u00fatil para chegar examinar as complexidades dos debates e abrir campo para a\u00e7\u00f5es baseadas em\u00a0 leituras cr\u00edticas\u00a0 sobre o conceito de poder.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Infelizmente, o enquadramento hoje dominante de empoderamento no campo &#8220;g\u00eanero e\u00a0 desenvolvimento&#8221; <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">nos permitiria examinar de maneira mais complexa o problema do \u201cpoder\u201d. Mas sim, faz uma leitura\u00a0 s<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">implificada e mec\u00e2nica das rela\u00e7\u00f5es de \u201cpoder\u201d: existe um poder patriarcal unilateral dos\u00a0 homens sobre as mulheres, ou seja os homens t\u00eam todo o poder e as mulheres n\u00e3o t\u00eam nenhum. A partir desse leitura, o empoderamento \u00e9 nada mais que uma estrat\u00e9gia empoderar mulheres, geralmente vistas como &#8220;v\u00edtimas&#8221; de sua falta de poder, atrav\u00e9s de programas de desenvolvimento destinados a aumentar sua ag\u00eancia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esta \u00e9 certamente uma dimens\u00e3o a ser abordada em contextos e circunst\u00e2ncias espec\u00edficas, tanto a n\u00edvel micro como macro. Entretanto, penso que a quest\u00e3o do poder \u00e9 bem mais complexa, n\u00e3o se trata apensa de estruturas mas tamb\u00e9m de fluxos onde ningu\u00e9m \u00e9 completamente exclu\u00eddo, nem mesmo as mulheres.\u00a0 O sujeitos que se encontra em condi\u00e7\u00f5es de desigualdade e opress\u00e3o tem o poder de resistir\u00a0 e essa resist\u00eancia transforma a maneira como o poder opera. Contudo no <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0campo de debate sobre g\u00eanero e desenvolvimento, a vis\u00e3o dominante coloca as mulheres de um lado dessa equa\u00e7\u00e3o bin\u00e1ria. Os programas de empoderamento fornecem instrumentos para que a s mulheres ganhem mais poder. Como disse Paula England, a melhor maneira de\u00a0 discutir empoderamanto \u00e9 falar sobre recursos: a educa\u00e7\u00e3o e o acesso a todos os tipos de recursos s\u00e3o simb\u00f3licos e permitir\u00e3o \u00e0s mulheres exercer mais poder. N\u00e3o discordo, esse posi\u00e7\u00e3o \u00e9 correta quando pensamos a partir imites da verdadeira pol\u00edtica de g\u00eanero (bin\u00e1rio). No entanto, em minha opini\u00e3o, tamb\u00e9m devemos reconhecer que estas estrat\u00e9gias tamb\u00e9m devem ser analisadas criticamente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s restri\u00e7\u00f5es e distor\u00e7\u00f5es do sistema em que as mulheres est\u00e3o entrando quando \u201cempoderadas\u201d. Estas armadilhas s\u00e3o facilmente identificadas na pol\u00edtica. Por exemplo, nos \u00faltimos anos eu e outras feministas fomos obrigadas a nos perguntar: ter uma mulher como presidenta, primeira-ministra ou secret\u00e1ria de Estado resolve as desigualdades de g\u00eanero e as outras desigualdades? Al\u00e9m disso, precisamos explorar as formas pelas quais, atrav\u00e9s do empoderamento, as mulheres (e outros grupos chamados de sub-representados) s\u00e3o apanhadas em novas redes de autodisciplina e outros meios disciplinares. Ou como diria Foucault, o aumento do poder pode n\u00e3o significar uma maior liberdade, mas sim uma intensifica\u00e7\u00e3o do controle.<\/span><\/p>\n<h2><b>Empoderamento: usos e limita\u00e7\u00f5es\u00a0<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Permitam-me falar sobre o Brasil, onde vivo. Pelo menos 80% das mulheres entre 24 e 40 anos est\u00e3o no mercado de trabalho. Essas mulheres, portanto, segundo um entendimento simplificado de empoderamento, est\u00e3o empoderadas. O Bolsa Fam\u00edlia, que tem as mulheres como principais benefici\u00e1rias, \u00e9 constantemente descrito por membros do governo como um meio de empoderamento das mulheres pobres. N\u00e3o importa se metade da for\u00e7a de trabalho feminina ainda est\u00e1 no mercado informal e sob p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Nem que as transfer\u00eancias de dinheiro sejam limitadas a US$80 por m\u00eas e que em muitos aspectos tais transfer\u00eancias sirvam apenas para transformar as mulheres pobres em gestoras do al\u00edvio da pobreza (pode-se dizer tamb\u00e9m que isso significa mais controle estatal sobre suas vidas). Em termos de mulheres na pol\u00edtica, entretanto, as mulheres n\u00e3o est\u00e3o bem representadas &#8211;\u00a0 h\u00e1 6% de mulheres no Congresso -, mesmo que nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es tenhamos duas candidatas concorrendo \u00e0 presid\u00eancia. Consequentemente, de modo geral, no contexto brasileiro atual, o empoderamento \u00e9 predominantemente usado para significar a expans\u00e3o da presen\u00e7a das mulheres na pol\u00edtica formal. Por outro lado, meninas e mulheres jovens t\u00eam indicadores muito melhores do que os meninos na educa\u00e7\u00e3o, e aqueles que usam o empoderamento em seu sentido mais convencional ficam totalmente confusos sobre como lidar com esta revers\u00e3o da lacuna de g\u00eanero.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Observar os usos dominantes e simplistas do empoderamento faz com que eu me preocupe com a epistemologia do termo. Um primeiro passo para ir al\u00e9m da simplifica\u00e7\u00e3o e do reducionismo seria reconhecer que nem no passado nem hoje as mulheres est\u00e3o totalmente desprovidas de poder. Tanto nas sociedades modernas e complexas e nas sociedades tradicionais, existem m\u00faltiplas formas de poder das quais as mulheres n\u00e3o s\u00e3o de forma alguma exclu\u00eddas. Todos os sistemas de g\u00eanero s\u00e3o baseados em forma\u00e7\u00f5es complexas de poder. Um dom\u00ednio bastante evidente do poder das mulheres dentro dos sistemas de g\u00eanero \u00e9 o reino da procria\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 de surpreender que ao longo da hist\u00f3ria esse tenha sido um foco de controle, regulamenta\u00e7\u00e3o e disciplina. Mesmo que correntes importantes dentro do feminismo considerem a sexualidade como uma seara onde as mulheres s\u00e3o constantemente submetidas ao poder masculino, eu discordo. A sexualidade \u00e9 e tem sido um dom\u00ednio em que as mulheres exercem seu poder sobre outras mulheres e tamb\u00e9m sobre os homens. A sexualidade \u00e9 um lugar de ag\u00eancia e controle, de vulnerabilidade e restri\u00e7\u00f5es e de grandes avan\u00e7os no que diz respeito \u00e0 liberdade pessoal. A sexualidade pode nem sempre ser um lugar de poder para as mulheres, mas estou convencida de que no Brasil e em outros lugares as mulheres nem sempre experimentam a sexualidade como uma destitui\u00e7\u00e3o de poder. A sexualidade \u00e9 muito mais complexa e, em termos de compreens\u00e3o do empoderamento, precisa ser contextualizada em rela\u00e7\u00e3o ao g\u00eanero.\u00a0<\/span><\/p>\n<h2><b>G\u00eanero e sexualidade: expandindo o quadro<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Neste contexto, o modo bin\u00e1rio de entender o g\u00eanero \u00e9 muito limitado. \u00c9 importante olhar o g\u00eanero para al\u00e9m de um enquadramento bin\u00e1rio, embora todos n\u00f3s, incluindo eu mesma, possamos cair na vis\u00e3o limitada do g\u00eanero como compreendendo as rela\u00e7\u00f5es entre mulheres e homens. Precisamos levar em conta como o g\u00eanero \u00e9 intricado e, ao mesmo tempo, diferente da sexualidade. N\u00e3o podemos tratar a sexualidade de forma isolada, longe do g\u00eanero e vice-versa.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O desenvolvimento, no entanto, nos \u201cdessexualiza\u201d. O g\u00eanero foi anestesiado no atual discurso do campo de g\u00eanero e desenvolvimento sobre empoderamento. No discurso oficial do Banco Mundial, por exemplo, a sexualidade \u00e9 quase sin\u00f4nimo de g\u00eanero. A sexualidade torna-se encapsulada dentro do g\u00eanero em vez de explorada e vista como um complexo fen\u00f4meno fluido de rela\u00e7\u00f5es culturais, sociais e pol\u00edticas. O Banco Mundial n\u00e3o se preocupa com as complexas rela\u00e7\u00f5es de poder do desejo. O desenvolvimento econ\u00f4mico conecta g\u00eanero com sexualidade de maneira geral como parte do entendimento bin\u00e1rio em que homens s\u00e3o um g\u00eanero e as mulheres outro. Mas assim como a sexualidade \u00e9 complexa e fluida, o g\u00eanero tamb\u00e9m \u00e9 um continuum com homens e mulheres em pontos extremos. H\u00e1 diferentes posicionamentos de g\u00eanero no espectro biol\u00f3gico do homem para mulher, com gradientes complexos de masculinidade e feminilidade, como Anna Fausto Sterling descreve e analisa lindamente. O que \u00e9 surpreendente e inspirador em sua pesquisa e pensamento \u00e9 que ela n\u00e3o est\u00e1 trabalhando do ponto de vista da ci\u00eancia social ou da filosofia, mas dentro da ci\u00eancia dura da embriologia e da biologia molecular. Sua contribui\u00e7\u00e3o te\u00f3rica deveria ser reconhecida e mais conhecida nos contextos em que se debate a intersec\u00e7\u00e3o entre g\u00eanero, sexualidade e desenvolvimento. No m\u00ednimo, porque ela mostra que a rigorosa divis\u00e3o sexual bin\u00e1ria dos corpos e seres humanos \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o de um certo tipo de ci\u00eancia.\u00a0<\/span><\/p>\n<h2><b>Repensando o empoderamento\u00a0<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o, dada a realidade muito mais complexa tanto do g\u00eanero quanto da sexualidade, o que isso significa para nossa compreens\u00e3o de empoderamento? Antes de mais nada, o empoderamento n\u00e3o \u00e9 simples. \u00c9 muito mais complexo do que como ele tende a ser discutido em g\u00eanero e desenvolvimento. E n\u00e3o h\u00e1 revers\u00f5es f\u00e1ceis das hierarquias. Eu diria que \u00e9 preciso uma compreens\u00e3o foucaultiana mais nuan\u00e7ada do poder e que englobe as realidades de g\u00eanero.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como sabemos, dentro do movimento LGBT existem tens\u00f5es entre gays e l\u00e9sbicas em torno de poder. H\u00e1 tamb\u00e9m duras tens\u00f5es e disputas entre l\u00e9sbicas e feministas sobre a aceita\u00e7\u00e3o e posicionamento pol\u00edtico de pessoas trans. As vozes feministas t\u00eam produzido discursos em torno do HIV e da AIDS que excluem diferentes g\u00eaneros e diferentes formas de desejo e pr\u00e1tica sexual. Muitas vezes os homens gays s\u00e3o descritos pelas mulheres como &#8216;patriarcas&#8217; dentro dos movimentos LGBT e de HIV. Ser\u00e1 que essa descri\u00e7\u00e3o faz realmente sentido? Avan\u00e7ando em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s extremidades, enquanto profissionais do sexo s\u00e3o vistas como v\u00edtimas pela maioria das vertentes feministas, elas mesmas muitas vezes falam da fragilidade sexual masculina. Em muitos contextos existem tamb\u00e9m tens\u00f5es territoriais e pol\u00edticas entre trabalhadoras do sexo cis e trans. Podemos, de fato, ver de forma t\u00e3o simples vidas que s\u00e3o t\u00e3o complexas e compostas de pol\u00edticas concorrentes, desejos complexos, pap\u00e9is inst\u00e1veis de g\u00eanero e identidades fluidas? \u00c9 correto explicar isso atrav\u00e9s de algum tipo de hierarquia patriarcal \u201chomens maus\/mulheres boas\u201d? Deixamos de fora muito da humanidade e da diversidade de experi\u00eancias vividas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ou, para dar outro exemplo, como entender o \u201cpoder\u201d entre as mulheres que fazem sexo com mulheres, ou que desejam ter rela\u00e7\u00f5es sexuais com mulheres? Existem rela\u00e7\u00f5es de poder entre as mulheres, entre as l\u00e9sbicas. A falha em discutir os desequil\u00edbrios e tens\u00f5es de poder entre as mulheres \u00e9 um ponto cego no discurso de g\u00eanero. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil mencionar a viol\u00eancia das mulheres contra os homens, ou de homens que est\u00e3o sujeitos \u00e0 viola\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o sexual, como ocorre extensivamente nas pris\u00f5es em todo o mundo. Estes s\u00e3o pontos cegos que devem ser nomeados e examinados mais de perto a partir de uma perspectiva ampliada de empoderamento.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, mesmo quando se volta \u00e0 pol\u00edtica real mais convencional de g\u00eanero, uma r\u00e1pida observa\u00e7\u00e3o do mundo nos dir\u00e1 que uma tend\u00eancia not\u00e1vel dos \u00faltimos 30 anos tem sido, de fato, o empoderamento das mulheres &#8211; na educa\u00e7\u00e3o, no trabalho e at\u00e9 mesmo na pol\u00edtica. A outra tend\u00eancia chave tem sido o aumento evidente das desigualdades entre as pr\u00f3prias mulheres, de acordo com ra\u00e7a, classe, casta, etnia ou simplesmente oportunidades educacionais. As tradu\u00e7\u00f5es bin\u00e1rias e simplistas do empoderamento s\u00e3o incapazes de captar e de transformar essas realidades.<\/span><\/p>\n<p>* <em><span style=\"font-weight: 400;\">Originalmente publicado em 2010, em ingl\u00eas, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">neste <a href=\"https:\/\/sxpolitics.org\/we-recommend\/academic-articles\/sexuality-gender-and-empowerment-by-sonia-correa-2\/31846\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00famero da Revista <\/a><strong><a href=\"_wp_link_placeholder\">Development<\/a>. <\/strong><\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">Revisado e a<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">tualizado em 2022.\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Sonia Corr\u00eaa* Empoderamento contextualizado\u00a0 Empoderamento \u00e9 um t\u00f3pico complicado. 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