{"id":22676,"date":"2019-06-18T20:57:53","date_gmt":"2019-06-18T23:57:53","guid":{"rendered":"https:\/\/spw.fw2web.com.br\/ptbr\/2019\/06\/18\/guerra-permanente-popularidade-decrescente-o-que-vira-depois\/"},"modified":"2024-01-31T14:19:58","modified_gmt":"2024-01-31T17:19:58","slug":"guerra-permanente-popularidade-decrescente-o-que-vira-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/biblioteca-spw\/artigos\/guerra-permanente-popularidade-decrescente-o-que-vira-depois\/22676","title":{"rendered":"Guerra Permanente, Popularidade Decrescente: O Que Vir\u00e1 Depois?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/guerra-permanente-popularidade-decrescente-o-que-vira-depois\/9380\/bozo-1\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-9412 aligncenter\" src=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/Bozo-1.jpg\" alt=\"\" width=\"466\" height=\"372\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>por F\u00e1bio Grotz<\/strong><\/p>\n<p>De um lado, a guerra cont\u00ednua movida pelo governo \u00e9 o que anima atos de fala e a\u00e7\u00f5es dos atores e atrizes engajados numa miss\u00e3o redentora para transformar e purificar o Brasil. \u00a0De outro, o eleitorado, com exce\u00e7\u00e3o do n\u00facleo fiel de apoiadores do atual presidente, parece cada vez mais descrente na revolu\u00e7\u00e3o que pretende conduzir o pa\u00eds \u00e0 gl\u00f3ria e \u00e0 salva\u00e7\u00e3o. O entusiasmo que costuma marcar o in\u00edcio de qualquer governo esvaiu-se, expressivamente, desde janeiro. \u00c9 o que indica uma s\u00e9rie de pesquisas de opini\u00e3o p\u00fablica. O Datafolha, um dos principais institutos de opini\u00e3o p\u00fablica, mostrou, em abril, que JMB \u00e9 o presidente em primeiro mandato com pior avalia\u00e7\u00e3o nos tr\u00eas primeiros meses desde a primeira elei\u00e7\u00e3o direta p\u00f3s-redemocratiza\u00e7\u00e3o, em 1989. Segundo a <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2019\/04\/apos-3-meses-bolsonaro-tem-a-pior-avaliacao-entre-presidentes-de-1o-mandato.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pesquisa<\/a>, 30% da popula\u00e7\u00e3o considera o governo ruim ou p\u00e9ssimo, \u00edndice muito pr\u00f3ximo aos que avaliam como \u00f3timo\/bom (32%) ou regular (33%). <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2019\/03\/20\/governo-bolsonaro-tem-aprovacao-de-34-e-reprovacao-de-24-diz-pesquisa-ibope.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pesquisa do Ibope<\/a> tamb\u00e9m mensurou o derretimento de apoio da popula\u00e7\u00e3o: entre janeiro e mar\u00e7o, a aprova\u00e7\u00e3o do governo caiu de 49% \u00f3timo\/bom para 31%. A confian\u00e7a no presidente teve queda de 55% para 49%.<\/p>\n<p>Por qualquer das medidas, o \u00e2nimo com gest\u00f5es antecessoras era consideravelmente maior: Lula, no in\u00edcio de 2003, era aprovado por 43%, sendo mal avaliado por 10%. Dilma Rousseff, por sua vez, gozava de prest\u00edgio ainda maior, com 47% de aprova\u00e7\u00e3o e apenas 7% de reprova\u00e7\u00e3o no come\u00e7o de 2011. \u00a0Comparado aos governos dos anos 1990, JMB tamb\u00e9m perde: Fernando Collor era considerado bom\/\u00f3timo por 36% e ruim\/p\u00e9ssimo por 19%. Fernando Henrique Cardoso, em 1995, era rejeitado por 16%, enquanto que 39% consideravam sua gest\u00e3o boa\/\u00f3tima.<\/p>\n<p>Quando desagregados, os dados do Datafolha nos dizem que o governo \u00e9 mal avaliado pela popula\u00e7\u00e3o de baixa renda e pelas mulheres. Entre as pessoas que ganham at\u00e9 2 sal\u00e1rios m\u00ednimos por m\u00eas, apenas 26% avaliam como \u00f3tima\/boa a gest\u00e3o, \u00edndice medido antes do impopular an\u00fancio de interrup\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de aumento real do sal\u00e1rio m\u00ednimo iniciada nos anos 1990 (<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2019\/04\/bolsonaro-acaba-com-politica-de-aumento-real-do-salario-minimo.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">leia aqui<\/a>).<\/p>\n<p>Em contraste, \u00e0 medida que a renda sobe a gest\u00e3o JMB melhora sua avalia\u00e7\u00e3o. \u00c9 de 43% entre quem ganha de 5 a 10 sal\u00e1rios mensalmente e 47% entre aqueles com renda superior a 10 sal\u00e1rios. Esse \u00faltimo dado foi interpretado por <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/angela-alonso\/2019\/04\/horizonte-da-elite-nao-e-sociedade-justa-e-economia-pujante.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Angela Alonso\u00a0<\/a>como um sinal de que as elites econ\u00f4micas nacionais continuavam identificadas com os planos ultraliberais almejados pelo governo. Nesse sentido, n\u00e3o \u00e9 nada trivial que, no final de maio, tenham circulado os resultados de uma <a href=\"https:\/\/static.poder360.com.br\/2019\/05\/XP-pesquisa-22-24Mai19.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sondagem<\/a> feita pela consultoria XP\/IPESPE entre agentes do mercado financeiro que mostra queda cont\u00ednua na avalia\u00e7\u00e3o do governo, pois o percentual de percentual de \u00f3timo e bom caiu de 86% em janeiro, para 28% em abril e para 14% em maio. J\u00e1 as notas ruim e p\u00e9ssimo, subiram de 1% em janeiro para 43% em maio.<\/p>\n<p>Quanto desagregados por sexo\/g\u00eanero, os \u00edndices de aprova\u00e7\u00e3o s\u00e3o maiores entre os homens, pois 38% consideram o governo bom ou \u00f3timo\/bom, 33% regular e 26% p\u00e9ssimo. Entre as mulheres, 33% reprovam a administra\u00e7\u00e3o, 34% consideram regular e 28% a veem como \u00f3tima. \u00a0Na distribui\u00e7\u00e3o por ra\u00e7a e religi\u00e3o, segundo a <a href=\"https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/sob-bolsonaro-militares-perdem-popularidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pesquisa<\/a> do Ibope, entre os pretos\/pardos, a gest\u00e3o JMB viu seus \u00edndices de \u00f3timo ca\u00edrem de 45% em janeiro para 30% em mar\u00e7o. O \u00edndice dos que avaliam ruim subiu de 11% para 24%. Entre os brancos, a avalia\u00e7\u00e3o positiva continua alta, embora tenha despencado de 55% para 42% no mesmo per\u00edodo, ao passo que consideram o governo ruim 24%, em contraste com os 10% contabilizados em janeiro. J\u00e1 no eleitorado cat\u00f3lico, o percentual dos que consideram o governo \u00f3timo encolheu de 49% em janeiro para 33% em mar\u00e7o, enquanto os que avaliam-no como ruim saltaram de 26% para 36%. Entre as pessoas que se declaram evang\u00e9licas, a popularidade, contudo, ainda se mant\u00e9m alta, pois o governo tem 41% de avalia\u00e7\u00e3o \u00f3tima. Mas ainda assim esse \u00edndice caiu 14 pontos desde janeiro e, consistentemente com essa queda, se em janeiro apenas 6% desse grupo considerava o governo ruim, hoje esse percentual \u00e9 de 18%. \u00a0No caso das outras religi\u00f5es, tratadas genericamente pela pesquisa, a avalia\u00e7\u00e3o \u00f3tima caiu de 36% para 29%, acompanhada pela subida da avalia\u00e7\u00e3o ruim de 20% para 35%.<\/p>\n<p>O Datafolha avaliou ainda a percep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o quanto \u00e0s propostas priorit\u00e1rias do governo: a reforma da previd\u00eancia, o pacote anticrime elaborado pelo ministro Moro, o decreto que ampliou o acesso ao porte de armas, mas tamb\u00e9m a vis\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o vigente sobre aborto. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma da Previd\u00eancia, o pa\u00eds est\u00e1 dividido:\u00a0 uma maioria simples rejeita o projeto (51%), 41% s\u00e3o favor\u00e1veis, 2% se dizem indiferentes e 7% n\u00e3o souberam responder, conforme outra <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2019\/04\/51-sao-contra-reforma-da-previdencia-indica-datafolha.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sondagem<\/a> do Datafolha.<\/p>\n<p>A diverg\u00eancia com o governo tamb\u00e9m \u00e9 sentida quando se <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2019\/04\/maioria-e-contra-pontos-chave-de-pacote-anticrime-de-moro.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">avalia<\/a> o projeto de combate \u00e0 criminalidade do ministro Sergio Moro, cuja imagem tem, tal qual a de JMB, contornos mitol\u00f3gicos entre os setores que apoiam o governo. As propostas contra corrup\u00e7\u00e3o, crime organizado e crimes violentos s\u00e3o, em geral, recha\u00e7adas pela popula\u00e7\u00e3o. Sobretudo, a grande maioria (72%) da sociedade pensa que n\u00e3o haveria mais seguran\u00e7a com as pessoas armadas para se defender, pauta que \u00e9 decididamente priorit\u00e1ria para JMB, que j\u00e1 assinou dois decretos sobre a mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>A desaprova\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 posse de armas, flexibilizada pelo presidente em mar\u00e7o, \u00e9 ampla, com 64% de rejei\u00e7\u00e3o pela popula\u00e7\u00e3o. O mesmo rep\u00fadio foi identificado por <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2019\/06\/03\/ibope-maioria-dos-entrevistados-em-pesquisa-e-contra-a-flexibilizacao-das-regras-de-armas.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pesquisa<\/a> do Ibope divulgada em mar\u00e7o com rela\u00e7\u00e3o a flexibiliza\u00e7\u00e3o do porte de armas, pois 73% s\u00e3o contr\u00e1rios ao afrouxamento das regras atuais. A contrapelo dessa evid\u00eancia, no in\u00edcio de maio, o governo editou novo decreto ampliando tamb\u00e9m o porte de armas, isto \u00e9, o direito de andar armado nos espa\u00e7os p\u00fablicos, inclusive em avi\u00f5es, uma flexibiliza\u00e7\u00e3o que viola as regras internacionais de seguran\u00e7a a\u00e9rea. Tanto o Minist\u00e9rio P\u00fablico quanto o Congresso se manifestaram no sentido de sustar a medida.<\/p>\n<p>A despeito do fosso que que se vislumbra entre percep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e as metas e medidas do governo, a ades\u00e3o ao armamentismo como solu\u00e7\u00e3o para o problema da seguran\u00e7a p\u00fablica continua alta na base social original do bolsonarismo.\u00a0 A pesquisa sobre o pacote anticrime mostra que a amplia\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 posse de arma legalizada tem maior apoio entre homens (47%), pessoas de cor branca (44%), aquelas com n\u00edvel superior (40%), al\u00e9m daquelas com renda mensal superior a 10 sal\u00e1rios (40%).<\/p>\n<p>Por outro lado, 81%, ou seja uma maioria substantiva de pessoas, ao contr\u00e1rio do que pregam v\u00e1rias vozes do governo, consideram que a pol\u00edcia n\u00e3o deve ter liberdade para atirar em suspeitos, e 79% afirmam que policiais que matam em servi\u00e7o devem ser investigados.\u00a0 O Datafolha mostrou ainda que 82% da popula\u00e7\u00e3o refutam a ideia de que algu\u00e9m que atira em outra pessoa por estar emocionalmente alterado n\u00e3o deva ser punido. Essa \u00e9, na verdade, a proposta mais criticada do pacote Moro, especialmente pelo movimento feminista que h\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas contestou, com sucesso, a tese jur\u00eddica de que os assassinos de mulheres poderiam ser absolvidos quando o crime tivesse sido cometido em estado de intensa emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/agenciapatriciagalvao.org.br\/mulheres-de-olho\/opiniao-publica-sobre-aborto-vieses-e-lacunas-por-sonia-correa-e-angela-freitas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Datafolh<\/a>a tamb\u00e9m mediu, em dezembro de 2018,\u00a0 a percep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o quanto ao direito ao aborto tal como definido nas normas existentes (estupro, risco de vida da mulher e gravidez de anenc\u00e9falo). Essa avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental frente a prioridade do governo, expressa in\u00fameras vezes pela ministra Damares no Brasil e no exterior, de aprovar uma emenda constitucional para proteger o direito \u00e0 vida desde a concep\u00e7\u00e3o.\u00a0 Os resultados da pesquisa informam que mesmo depois da brutal ofensiva contra o aborto no processo eleitoral 56% da popula\u00e7\u00e3o acredita que a interrup\u00e7\u00e3o da gravidez deve ser permitida nessas circunst\u00e2ncias, enquanto que 41% rejeitam a pr\u00e1tica independente das motiva\u00e7\u00f5es e circunst\u00e2ncias. <a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>Um pouco depois que esses resultados foram publicados, o rec\u00e9m-empossado ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Abraham Weintraub, <a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/educacao\/ministro-da-educacao-vai-cortar-30-das-verbas-de-todas-as-universidades-federais-23634159\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">anunciou<\/a>, inicialmente, cortes de 30% no or\u00e7amento de tr\u00eas universidades federais, vituperando contra \u201cnudez\u201d e \u201cbalb\u00fardia\u201d e, mais tarde, estendeu a tesoura para todas as universidade federais. A medida, que teve repercuss\u00e3o internacional ampla, tamb\u00e9m suscitou uma rea\u00e7\u00e3o pol\u00edtica imediata na sociedade, pois duas semanas mais tarde protestos massivos tomaram conta do pa\u00eds para contestar e repudiar o ataque ao ensino superior. Novas mobiliza\u00e7\u00f5es ocorreram em 30 de maio. Ou seja, a insatisfa\u00e7\u00e3o chegou \u00e0s ruas.<\/p>\n<p>N\u00e3o menos importante, desde dezembro de 2018, rondam o governo os fantasmas de uma investiga\u00e7\u00e3o sobre as conex\u00f5es de um dos filhos de JMB com o esquema criminoso das mil\u00edcias que controlam vastas \u00e1reas do Rio de Janeiro. Tudo isso parece estar fazendo com que o apoio a JMB esteja gradualmente retornando aos n\u00edveis de \u00a0agosto de 2018, quando sua candidatura come\u00e7ou, de fato, a crescer.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 relevante ressaltar que o governo n\u00e3o tem uma base parlamentar s\u00f3lida e organizada, pois o PSL, partido de JMB, tomou forma no processo eleitoral. Isso significa que, no Congresso, o governo tem tido embates acirrados com o setor amorfo e adapt\u00e1vel do sistema pol\u00edtico brasileiro que sobreviveu ao tsunami eleitoral de 2018 (o chamado Centr\u00e3o). Essa queda de bra\u00e7o est\u00e1 retardando a prioridade m\u00e1xima da gest\u00e3o JMB-Guedes que \u00e9 a reforma da Previd\u00eancia e deixa o mercado nervoso (o que, possivelmente, explica os resultados da sondagem XP\/IPESPE). Para responder \u00e0 tomada das ruas em defesa da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e superar os impasses congressuais, o bolsonarismo, inclu\u00eddo o pr\u00f3prio presidente atrav\u00e9s de seu Twitter, convocou marchas para, no dia 26 de maio, defender o governo e suas propostas. Essas manifesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram colossais \u2013 nem atingiram a dimens\u00e3o dos protestos contra os cortes na educa\u00e7\u00e3o. Contudo, foram uma demonstra\u00e7\u00e3o de que JMB ainda conta com uma margem de apoio que n\u00e3o \u00e9 desprez\u00edvel.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros aqui compilados, al\u00e9m da oposi\u00e7\u00e3o e da resist\u00eancia que come\u00e7am a tomar corpo na sociedade sugerem que a rota adiante n\u00e3o \u00e9 exatamente f\u00e1cil para o governo rec\u00e9m instalado. Nesse registro, \u00e9 preciso tamb\u00e9m contabilizar o quadro de paralisia ou mesmo de recess\u00e3o econ\u00f4mica que n\u00e3o d\u00e1 sinais de melhora. Como observa Lena Lavinas em entrevista para o SPW, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma garantia que a reforma da previd\u00eancia, se aprovada, v\u00e1 assegurar \u00edndices de crescimento de imediato.<\/p>\n<p>Cabe, portanto, perguntar se estaria o governo em vias de perder apoio e mesmo sustenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Estariam o m\u00e9todo do caos e a guerra permanente perdendo tra\u00e7\u00e3o e gerando fraturas irrevers\u00edveis? Pode a crise econ\u00f4mica empurrar a governabilidade para um beco sem sa\u00edda? Imprudente responder a tais quest\u00f5es, porque proceder a interpreta\u00e7\u00f5es e proje\u00e7\u00f5es, na conjuntura atual, \u00e9 como atirar em um alvo m\u00f3vel.<\/p>\n<p>Sobretudo porque nada sugere que a belicosidade e o modo ca\u00f3tico de governar ser\u00e3o abandonados pois, tal como analisado por Marcos Nobre e Vladimir Safatle, a guerra permanente e a cacofonia s\u00e3o o que d\u00e3o a base de sustenta\u00e7\u00e3o do governo e mant\u00eam fieis entre 30% e 40% do eleitorado, que, se por um lado, n\u00e3o constitui maioria, por outro, demonstra f\u00f4lego e fidelidade canina para defender o governo, como se viu nas marchas de 26 de maio.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m porque a impulsividade de JMB \u00e9, realmente, incontrol\u00e1vel.\u00a0 Na semana em que finaliz\u00e1vamos esse balan\u00e7o, o presidente JMB, cuja fam\u00edlia acumula multas em profus\u00e3o, apresentou pessoalmente no Congresso <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2019\/04\/em-guerra-contra-radares-bolsonaros-somam-mais-de-40-multas-de-transito.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">projeto<\/a> para ampliar de 20 para 40 o limite de pontos em multas necess\u00e1rios para cassar a carteira de habilita\u00e7\u00e3o para motoristas. O texto prev\u00ea ainda a elimina\u00e7\u00e3o de multa, que seria convertida em advert\u00eancia, para os condutores que deixassem de usar cadeirinhas para transporte de crian\u00e7as. Embora as medidas tenham sido amplamente <a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/politica\/para-especialista-mudancas-na-cnh-colocam-em-risco-vida-no-transito\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">criticadas por especialistas<\/a> de tr\u00e2nsito, a presid\u00eancia e seu entorno fizeram ouvidos moucos.<\/p>\n<p>Nessa cena de balb\u00fardia e imprevisibilidade, \u00e9 preciso lembrar que se o governo JMB n\u00e3o tem um partido s\u00f3lido em que se apoiar, \u00e9 caucionado (ou mesmo tutelado) pelos militares, que ocupam oito minist\u00e9rios e uma centena de postos de alto n\u00edvel. Nesse sentido, cabe chamar aten\u00e7\u00e3o para outro aspecto analisado pelo Datafolha por ocasi\u00e3o dos 100 dias: o apoio da sociedade \u00e0s For\u00e7as Armadas. Os resultados mostram que, em meio \u00e0 cacofonia e belicosidade, essas institui\u00e7\u00f5es gozam de um enorme prest\u00edgio, pois 45% da popula\u00e7\u00e3o confia muito nos militares, o que representa oito pontos acima dos 37% medidos em junho de 2018.<\/p>\n<p>Finalmente, como para comprovar que os progn\u00f3sticos s\u00e3o hoje no Brasil muito arriscados. Quando os \u00faltimos ajustes estavam sendo feitos nesse balan\u00e7o, um novo tsunami veio se acrescentar \u00e0 balb\u00fardia. Na noite do domingo, 9 de junho, o jornal <a href=\"https:\/\/theintercept.com\/2019\/06\/09\/chat-moro-deltan-telegram-lava-jato\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Intercept<\/a> revelou o conte\u00fado de conversas privadas dos integrantes da Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato, mostrando rela\u00e7\u00f5es de cumplicidade e desenho compartilhados da estrat\u00e9gia de Sergio Moro \u2013 juiz que comandou parte dos inqu\u00e9ritos e condenou Lula a pris\u00e3o antes at\u00e9 de se tornar ministro da Justi\u00e7a do governo JMB &#8212; e membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico. A repercuss\u00e3o dessas revela\u00e7\u00f5es est\u00e1 se desdobrando nas mais diversas dire\u00e7\u00f5es com impactos realmente imprevis\u00edveis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Para verificar o impacto do processo eleitoral na percep\u00e7\u00e3o social, pesquisa do mesmo Datafolha feita em agosto de 2018, quando debateu-se a descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto em Audi\u00eancia P\u00fablica do STF, mostra, por exemplo, que naquele momento 14% das pessoas ouvidas eram \u201cfavor\u00e1veis \u00e0 permiss\u00e3o do aborto em qualquer situa\u00e7\u00e3o\u201d, percentual que baixou para 6% em dezembro.<\/p>\n<p>Imagem: Natchez, 1985, por Jean-Michel Basquiat<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por F\u00e1bio Grotz De um lado, a guerra cont\u00ednua movida pelo governo \u00e9 o que anima atos de fala e a\u00e7\u00f5es dos atores e atrizes<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":17504,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[283],"tags":[43,60,317,103,147,329],"class_list":{"0":"post-22676","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-artigos","8":"tag-antigenero","9":"tag-brasil","10":"tag-conservadorismos","11":"tag-direitos-humanos","12":"tag-genero","13":"tag-religioes"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Guerra Permanente, Popularidade Decrescente: O Que Vir\u00e1 Depois? 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