{"id":22551,"date":"2018-06-25T18:59:22","date_gmt":"2018-06-25T21:59:22","guid":{"rendered":"https:\/\/spw.fw2web.com.br\/ptbr\/2018\/06\/25\/a-globalizacao-das-campanhas-anti-genero\/"},"modified":"2024-01-30T12:17:27","modified_gmt":"2024-01-30T15:17:27","slug":"a-globalizacao-das-campanhas-anti-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/biblioteca-spw\/artigos\/a-globalizacao-das-campanhas-anti-genero\/22551","title":{"rendered":"A globaliza\u00e7\u00e3o das campanhas anti-g\u00eanero"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Este artigo foi originalmente publicado, em ingl\u00eas, na revista <a href=\"http:\/\/www.ips-journal.eu\/topics\/human-rights\/article\/show\/the-globalisation-of-anti-gender-campaigns-2761\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">International Politics and Society<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n<p>por Sonia Corr\u00eaa, David Paternotte e Roman Kuhar<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/484483-000_par7389179.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-8518 aligncenter\" src=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/484483-000_par7389179.jpg\" alt=\"484483-000_par7389179\" width=\"611\" height=\"407\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><em>Movimentos anti-g\u00eanero transnacionais na Europa e na Am\u00e9rica Latina criam alian\u00e7as improv\u00e1veis.<br \/><\/em><\/p>\n<p>Entre 2012 e 2013, milhares de pessoas se manifestaram contra o matrim\u00f4nio entre pessoas do mesmo sexo em Paris e em outras cidades francesas. O \u00eaxito dessas manifesta\u00e7\u00f5es surpreendeu um pa\u00eds frequentemente associado ao secularismo e \u00e0 liberdade sexual.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o <em>La Manif pour Tous<\/em>\u00a0 (A Manifesta\u00e7\u00e3o para todos )\u00a0 coordenou algumas das manifesta\u00e7\u00f5es que coloriram as ruas com o rosa e o azul de suas bandeiras. Tamb\u00e9m inspirou ativistas em outros pa\u00edses a emular os franceses com lemas, cartazes e estrat\u00e9gias que atravessariam fronteiras. Ainda que mobiliza\u00e7\u00f5es similares j\u00e1 tivessem acontecido previamente na Espanha, na It\u00e1lia, na Cro\u00e1cia e na Eslov\u00eania, o ano de 2012 parece ter sido um ponto de inflex\u00e3o.<\/p>\n<p>Manifesta\u00e7\u00f5es\u00a0 espetaculosas tamb\u00e9m aconteceram na Am\u00e9rica Latina, regi\u00e3o que \u00e9 tanto alvo como centro produtor de campanhas anti-g\u00eanero.\u00a0 Um primeiro lampejo foi registrado em 2011 no Paraguai, quando o termo \u201cg\u00eanero\u201d foi contestado pela direita cat\u00f3lica durante as discuss\u00f5es sobre o plano nacional de educa\u00e7\u00e3o. Em 2013, o presidente esquerdista do Equador, Rafael Correa, em um de seus programas televisivos semanais, denunciou a \u201cideologia de g\u00eanero\u201d como um instrumento destinado a destruir as fam\u00edlias. Desde 2014, esses ataques t\u00eam se intensificado chegando a configurar manifesta\u00e7\u00f5es massivas em alguns pa\u00edses, como na Col\u00f4mbia, onde tiveram um impacto negativo e decisivo no referendo sobre os acordos de paz em 2016.<\/p>\n<p>Essa ofensiva regional contra g\u00eanero culminou, de algum modo, \u00a0em novembro de 2017, quando a fil\u00f3sofa e te\u00f3rica de g\u00eanero Judith Butler sofreu um violento ataque em S\u00e3o Paulo. Ainda que o fato tenha recebido aten\u00e7\u00e3o mundial da m\u00eddia, esse evento deve ser compreendido como sendo apenas a ponta do iceberg dessa forma\u00e7\u00e3o no contexto latino-americano.<\/p>\n<p><strong>Campanhas transnacionais <\/strong><\/p>\n<p>Nas duas regi\u00f5es aqui analisadas,\u00a0 esses movimentos disputam o que intitulam como sendo a \u201cideologia de g\u00eanero\u201d. \u00c0s vezes referida como teoria do g\u00eanero ou generismo, essa\u00a0 \u201cideologia\u201d \u00e9 apresentada como a matriz de pol\u00edticas que devem ser combatidas e, nesse sentido, n\u00e3o deve ser nunca confundida com os estudos de g\u00eanero ou pol\u00edticas espec\u00edficas que promovem a igualdade de g\u00eanero. N\u00e3o \u00e9 menos importante, no entanto, que a ideologia de g\u00eanero seja descrita por alguns dos atores que a atacam como uma m\u00e1scara que encobre um plano totalit\u00e1rio levado a cabo por feministas radicais, ativistas LGBTQI e estudiosos de g\u00eanero com vistas a conquistar o poder.<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>In\u00fameros acad\u00eamicos situaram as origens da ideologia de g\u00eanero como um esfor\u00e7o intelectual do Vaticano e de seus aliados pol\u00edticos. <\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fundamentalmente, essa moldura recaptura e atualiza os discursos cat\u00f3licos da Guerra Fria contra o marxismo, o que desperta sentimentos anticomunistas tanto na Europa do Leste como na Am\u00e9rica Latina. Nesse \u00faltimo caso, ativistas da direita t\u00eam associado os \u201cmales do g\u00eanero\u201d com os \u201cespectros da Venezuela\u201d e, no Brasil, t\u00eam clamado abertamente por uma interven\u00e7\u00e3o militar. Ainda que os fatores nacionais que desencadearam esse movimento variem bastante &#8211; aborto e direitos reprodutivos, matrim\u00f4nio entre pessoas do mesmo sexo, direitos parentais LGBTI, integra\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, viol\u00eancia de g\u00eanero, educa\u00e7\u00e3o sexual, pol\u00edticas contra a discrimina\u00e7\u00e3o &#8212; a explica\u00e7\u00e3o oferecida pela vozes anti-g\u00eanero \u00e9 sempre a mesma: tudo \u00e9 culpa da ideologia de g\u00eanero.<\/p>\n<p>Esses movimentos n\u00e3o somente compartilham inimigos em comum, como lan\u00e7am m\u00e3o de narrativas e estrat\u00e9gias similares e, sobretudo, compartilham um estilo peculiar de atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Optamos pela terminologia \u201ccampanhas transnacionais contra o g\u00eanero\u201d para enfatizar seu alcance global e singularizar o perfil espec\u00edfico dessa forma\u00e7\u00e3o dentro do panorama mais amplo de oposi\u00e7\u00e3o ao feminismo e aos direitos LGBTI.<\/p>\n<p><strong>O ber\u00e7o cat\u00f3lico<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2018\/06\/Captura-de-ecra\u0303-2018-06-27-a\u0300s-12.03.37.png\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-8536 alignright\" src=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/Captura-de-ecra-2018-06-27-as-12.03.37-280x300-1.png\" alt=\"Captura de ecra\u0303 2018-06-27, a\u0300s 12.03.37\" width=\"197\" height=\"211\" \/><\/a>Numerosas\/os acad\u00eamicas\/os \u00a0t\u00eam situado as origens do ataque contra a \u201cideologia de g\u00eanero\u201d no Vaticano e no campo mais alargado de seus aliados pol\u00edticos.\u00a0 Tendo como ponto de partida projetos anteriores, como a catequese em torno \u00e0 Teologia do Corpo promovida por Jo\u00e3o Paulo II, ou da Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o, a ideologia foi concebida em resposta \u00e0 Confer\u00eancia sobre Popula\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento de 1994, no Cairo, e \u00e0 Confer\u00eancia Mundial de Mulheres de 1995, em Pequim, quando o termo \u201cg\u00eanero\u201d entrou no vocabul\u00e1rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas, acompanhado das demandas por direitos relacionados com a reprodu\u00e7\u00e3o e a sexualidade. <a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>Este discurso, que se baseia em ideias defendidas pelo Cardeal Ratzinger desde os anos 1980, ampliadas nos EUA, Am\u00e9rica Latina e Europa na segunda metade da d\u00e9cada de 1990 e in\u00edcio dos anos 2000 e posteriormente transportadas textos teol\u00f3gicos do Vaticano como <em>L\u00e9xico: Termos amb\u00edguos e discut\u00edveis sobre a vida em fam\u00edlia e quest\u00f5es \u00e9ticas<\/em> (2003) e a <em>Carta ao Bispos da Igreja sobre Colabora\u00e7\u00e3o de Homens e da Mulheres na Igreja e no Mundo<\/em> (2004).<\/p>\n<p>A \u201cideologia de g\u00eanero\u201d n\u00e3o \u00e9 apenas uma lente para analisar o que aconteceu na ONU nos anos 1900, mas tamb\u00e9m uma estrat\u00e9gia de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica cat\u00f3lica. Baseada na teoria do fil\u00f3sofo e pol\u00edtico Antonio Gramsci sobre hegemonia cultural, essa moldura propaga a interpreta\u00e7\u00e3o alternativa do Vaticano sobre g\u00eanero usando meios que subvertem as no\u00e7\u00f5es \u00e0s quais essa institui\u00e7\u00e3o se op\u00f5e. Embora Jo\u00e3o Paulo II e Benedito XVI tenham concebido esse projeto, o Papa Francisco tem apoiado repetidamente esse empreendimento, descrevendo g\u00eanero como uma forma de \u201ccoloniza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica\u201d.<\/p>\n<p><strong>Perfil e composi\u00e7\u00e3o das campanhas <\/strong><\/p>\n<p>Apesar do selo Vaticano, as mobiliza\u00e7\u00f5es hoje em curso n\u00e3o podem ser lidas como um empreendimento exclusivamente cat\u00f3lico pois\u00a0 t\u00eam interse\u00e7\u00f5es com outros projetos pol\u00edticos e comportam uma gama muito mais ampla de atores. \u00a0\u00c9 importante lembrar que essas estrat\u00e9gias atuais s\u00e3o reminiscentes do ativismo mobilizado pela direita crist\u00e3 norte americana, cujas organiza\u00e7\u00f5es, deve ser dito, s\u00e3o ativas em todos os continentes e propagam redes transnacionais, como a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Fam\u00edlias que desde os anos 1990 vem realizando congressos na Am\u00e9rica Latina e na Europa, assim como uma confer\u00eancia internacional em Doha.<\/p>\n<p>Muito embora o Vaticano tenha sido determinante na elabora\u00e7\u00e3o do modelo de a\u00e7\u00e3o das campanhas anti-g\u00eanero, os atores que elas envolvem s\u00e3o muito mais diversos,\u00a0 incluindo outros grupos religiosos, assim como vozes seculares e configurando coaliz\u00f5es que variam consideravelmente de acordo com os contextos locais.<\/p>\n<p>Para compreender a situa\u00e7\u00e3o europeia, por exemplo, \u00e9 preciso ter em conta interse\u00e7\u00f5es fortes com populismos de direita. Ambas forma\u00e7\u00f5es atacam elites corruptas e aparentam que suas pautas sejam pela defesa de \u2018crian\u00e7as inocentes\u2019. \u00a0Ambas evocam o senso comum para contestar \u201cideias decadentes\u201d \u00a0e clamam que \u201cas coisas foram longe demais\u201d, retratando a si mesmas como representantes de uma maioria que foi silenciada por lobbies poderosos. \u00a0Essa converg\u00eancia explica porque, em diversos pa\u00edses europeus, populistas de direita se uniram a campanhas anti-g\u00eanero sem que sejam particularmente religiosos. Essa sobreposi\u00e7\u00e3o oferece aos grupos anti-g\u00eanero um trampolim ao mesmo tempo em que alimenta discursos e sentimentos antiliberais.<\/p>\n<p>J\u00e1 as campanhas na R\u00fassia e em partes da Europa que est\u00e3o sob influ\u00eancia russa tem sido diretamente projetadas pelo Kremlin com o apoio da Igreja Ortodoxa. Como parte da maquinaria estatal, elas s\u00e3o instrumentalizadas para restaurar o status internacional da R\u00fassia atrav\u00e9s da defesa global da soberania nacional e dos \u2018valores tradicionais\u2019. Pol\u00f4nia e Hungria seguem essa mesma trilha com o Primeiro Ministro h\u00fangaro, Viktor Orb\u00e1n, sendo a cada dia mais vocal em rela\u00e7\u00e3o ao tema g\u00eanero.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2018\/06\/Butler.png\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-8523 alignleft\" src=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/Butler-300x202-1.png\" alt=\"Butler\" width=\"300\" height=\"202\" \/><\/a>As campanhas latino americanas, por sua vez, tem caracter\u00edsticas distintas. Primeiro, de maneira mais flagrante do que na Europa, a cr\u00edtica \u00e0 ideologia de g\u00eanero n\u00e3o \u00e9 exatamente monop\u00f3lio da direita, embora as vozes da direita estejam normalmente nas linhas de frente. Al\u00e9m disso, as campanhas envolvem tanto cat\u00f3licos conservadores e evang\u00e9licos (principalmente neopentecostais e, mais especialmente no Brasil). As vozes evang\u00e9licas, cujo peso pol\u00edtico \u00e9 relativamente mais recente, tem sido mais estridentes em rela\u00e7\u00e3o a quest\u00f5es de sexualidade e g\u00eanero\u00a0 e isso muitas vezes obscurece o papel intelectual da hierarquia e grupos cat\u00f3licos nessas cruzadas. No entanto, \u00e9 preciso dizer que cat\u00f3licos latino americanos contribu\u00edram de forma significativa para\u00a0 o desenvolvimento do discurso e das forma\u00e7\u00f5es anti-g\u00eanero atuais, as quais em grande medida est\u00e3o apoiadas numa infraestrutura mais antiga criada pela igreja cat\u00f3lica para combater o direito ao aborto. Finalmente, forma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas anti-g\u00eanero tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o exclusivamente religiosas, mas abrangem atores seculares cujos perfis variam substancialmente segundo os pa\u00edses.. No Brasil, elas incluem pol\u00edticos que est\u00e3o apenas fazendo jogos de cena eleitorais, atores de extrema direita e centro-liberais articulando argumento anti-estatais com argumentos anti-g\u00eanero, mas tamb\u00e9m ativistas de classe m\u00e9dia que aspiram por uma ordem social autorit\u00e1ria e ainda um ativismo da direita judaica com conex\u00f5es transnacionais fortes..<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>As campanhas anti-g\u00eanero s\u00e3o eficientes precisamente porque amalgamam atores que normalmente n\u00e3o atuariam juntos. <\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Em que se pese essa diversidade, o enquadramento anal\u00edtico do populismo muito usado na Europa e nos EUA para analisar o fen\u00f4meno \u00e9 inapropriado. Como se sabe, as pr\u00e1ticas populistas s\u00e3o profundamente enraizadas na cultura pol\u00edtica regional e, entre n\u00f3s, o populismo n\u00e3o pode ser facilmente plotado nas configura\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas de esquerda e direita. <a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p><strong>Uma constela\u00e7\u00e3o complexa<\/strong><\/p>\n<p>Movimentos anti-g\u00eanero comportam uma constela\u00e7\u00e3o complexa de atores que ultrapassa de muito afilia\u00e7\u00f5es religiosas espec\u00edficas. Pesquisas tem revelado que a \u2018ideologia de g\u00eanero\u2019 \u00e9 um sintagma vazio, que mobiliza facilmente diferentes medos e ansiedade em contextos espec\u00edficos e que,\u00a0 portanto, pode se amoldar a aos mais variados projetos pol\u00edticos. Al\u00e9m disso, como salientam os autores Andrea Peto, Eszter Kov\u00e1ts, Maari P\u00f5im e Weronika Grzebalska, o atributo vago de \u201dideologia de g\u00eanero\u201d \u00e9 como uma \u201ccola simb\u00f3lica\u201d que favorece a coopera\u00e7\u00e3o entre atores heterog\u00eaneos apesar de suas muitas diverg\u00eancias.<\/p>\n<p>\u00c9 precisamente isso que deve ser compreendido: quais s\u00e3o as constela\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de atores em cada contexto e como diferentes categorias de atores, que geralmente n\u00e3o atuam juntos e at\u00e9 mesmo competem entre si, podem encontrar uma base de afinidades comuns sobre a qual colaborar?<\/p>\n<p>Resumidamente, como explicar empreendimentos conjuntos entre fi\u00e9is e ateus, cat\u00f3licos e russos ortodoxos, evang\u00e9licos latino americanos, ou mesmo entre vertentes que est\u00e3o em oposi\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito do catolicismo romano contempor\u00e2neo? \u00c9 preciso reiterar que n\u00e3o estamos frente a um embate entre crente e ateus e, sobretudo, \u00a0que nem todos os fi\u00e9is de cada denomina\u00e7\u00e3o religiosa espec\u00edfica, \u00a0cujas vozes podem fazem fazer parte dessa forma\u00e7\u00e3o,\u00a0 est\u00e3o envolvidos nas campanhas ou comungam dos sentimentos anti-g\u00eanero.<\/p>\n<p>Um enquadramento anal\u00edtico mais fino do fen\u00f4meno permite que tomemos dist\u00e2ncia das molduras simplistas como populismo, direita global ou reacionarismo global, e nos aproximaria da especificidade da forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em jogo nesse terreno. Tamb\u00e9m evitar\u00edamos enquadramentos bin\u00e1rios que se restringem \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o entre \u201cn\u00f3s\u201d e \u201celes\u201d e que, inapropriadamente, homogene\u00edzam as distintas condi\u00e7\u00f5es contextuais e a complexa correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as e atores.<\/p>\n<p>Por fim, contextualiza\u00e7\u00e3o e de complexifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o apenas requisitos anal\u00edticos, s\u00e3o par\u00e2metros pol\u00edticos fundamentais. Como dissemos antes, as campanhas anti-g\u00eanero s\u00e3o t\u00e3o porque amalgamam atores que normalmente n\u00e3o operam juntos.\u00a0 \u00c9 crucial hoje compreender mais amplamente como essas \u201cmisteriosas\u201d coaliza\u00e7\u00f5es tem sido forjadas e sustentadas.<\/p>\n<p>_____________<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Ver Sonia Corr\u00eaa (2018)\u00a0<a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-83332018000200401&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> \u201cA pol\u00edtica do g\u00eanero: um coment\u00e1rio geneal\u00f3gico\u201d<\/a>\u00a0 em Cadernos Pagu.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Nesse aspecto, sugerimos o artigo de Lena Lavinas<em> <a href=\"https:\/\/www.opendemocracy.net\/democraciaabierta\/lena-lavinas\/populism-has-no-side\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Populism has no Side<\/a><\/em> publicado em ingl\u00eas na Open Democracy.<\/p>\n<p>____________<\/p>\n<p>Sonia Corr\u00eaa \u00e9 pesquisadora associada da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira Interdisciplinar de AIDS, onde \u00e9 co-coordenadora do Observat\u00f3rio de Sexualidade e Pol\u00edtica (SPW) e uma das editoras da Global Queer Politics Series (s\u00e9rie Pol\u00edticas Queer Globais) da Editora Palgrave.<\/p>\n<p>David Paternotte \u00e9 professor titular de Sociologia e Estudos de G\u00eanero na Universit\u00e9 libre de Bruxelles, onde \u00e9 o coordenador do Atelier G\u00eanero(s) e Sexualidade(s) e do departamento STRIGES. Suas publica\u00e7\u00f5es incluem a monografia\u00a0<em>Reivindicar o \u201ccasamento gay\u201d: B\u00e9lgica, Fran\u00e7a, Espanha<\/em>\u00a0(2011), al\u00e9m de numerosos artigos, cap\u00edtulos e volumes editados, incluindo o mais novo\u00a0<em>Campanhas Anti-G\u00eanero na Europa: Mobilizando contra a Igualdade\u00a0<\/em>(2017). Ele \u00e9 tamb\u00e9m co-editor da Global Queer Politics Series (s\u00e9rie Pol\u00edticas Queer Globais) da Editora Palgrave.<\/p>\n<p>Roman Kuhar \u00e9 professor de Sociologia na Universidade de Ljubljana. Anteriormente, ele trabalhou\u00a0 como pesquisador no Peace Institute e como co-editor do relat\u00f3rio anual do Monitor da Intoler\u00e2ncia. Ele tamb\u00e9m trabalhou como jornalista na Radio Slovenia de 1993 a 2000.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo foi originalmente publicado, em ingl\u00eas, na revista International Politics and Society.\u00a0 por Sonia Corr\u00eaa, David Paternotte e Roman Kuhar Movimentos anti-g\u00eanero transnacionais na<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":17147,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[283],"tags":[38,60,313,103,106,107,147,329,323],"class_list":{"0":"post-22551","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-artigos","8":"tag-america-latina","9":"tag-brasil","10":"tag-direito-ao-aborto","11":"tag-direitos-humanos","12":"tag-direitos-reprodutivos","13":"tag-direitos-sexuais","14":"tag-genero","15":"tag-religioes","16":"tag-sexualidades"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - 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