{"id":22401,"date":"2017-03-30T22:26:20","date_gmt":"2017-03-31T01:26:20","guid":{"rendered":"https:\/\/spw.fw2web.com.br\/ptbr\/2017\/03\/30\/arte-dos-sonhares-breves-notas-sobre-uma-exposicao\/"},"modified":"2024-01-31T13:32:43","modified_gmt":"2024-01-31T16:32:43","slug":"arte-dos-sonhares-breves-notas-sobre-uma-exposicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/recomendamos\/arte-e-sexualidade\/arte-dos-sonhares-breves-notas-sobre-uma-exposicao\/22401","title":{"rendered":"A  &#8216;arte&#8217; dos &#8216;sonhares&#8217;: breves  notas sobre  uma exposi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/17553868_10154770073382663_5400828646777531607_n.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-7231 size-full\" src=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/17553868_10154770073382663_5400828646777531607_n.jpg\" alt=\"17553868_10154770073382663_5400828646777531607_n\" width=\"960\" height=\"717\" \/><\/a><\/p>\n<p>por Sonia Corr\u00eaa<\/p>\n<p>Fui ver a exposi\u00e7\u00e3o de arte dos povos origin\u00e1rios do continente ilha que conhecemos como Austr\u00e1lia, \u00a0na Caixa Cultural no Rio de Janeiro. \u00a0Fiquei a um s\u00f3 tempo encantada e desconfortada. \u00a0O desconforto se instalou t\u00e3o logo li o subt\u00edtulo da exposi\u00e7\u00e3o: \u201c<i>arte abor\u00edgene contempor\u00e2nea da Austr\u00e1lia<\/i> \u201d. \u00a0 Sei bem que essa terminologia \u00e9 usada, mundialmente, para nomear os grafismos em pigmento e pe\u00e7as esculturais elaboradas, possivelmente h\u00e1 mil\u00eanios, por essas culturas. Ainda assim esse conjunto de palavras \u00e9 perturbador.<\/p>\n<p>Por exemplo, a vincula\u00e7\u00e3o simplista do termos &#8216;arte contempor\u00e2nea&#8217; \u00a0aos \u00a0 contextos culturais e rituais que inspiram os desenhos e demais pe\u00e7as da exposi\u00e7\u00e3o deve, sempre, \u00a0ser interrogada. Al\u00e9m disso, \u00a0a palavra \u2018Austr\u00e1lia&#8217;, \u00a0nesse contexto, \u00a0 denota uma identidade nacional supostamente \u00a0homog\u00eanea que, \u00a0de fato, foi consolidada ao custo e em detrimento da sobreviv\u00eancia dessas culturas que produzem essa &#8216;arte contempr\u00e2nea&#8217;. \u00a0 O termo \u2018abor\u00edgene\u2019 que ocupa o centro da locu\u00e7\u00e3o \u00e9 uma nomenclatura inexoravelmente colonial. \u00a0Quando lemos os textos descritivos apegados a cada pe\u00e7a \u00a0vamos aprendendo que as e os artistas cuja sofisticada habilidade po\u00e9tica e est\u00e9tica \u00e9 exibida na exposi\u00e7\u00e3o, de fato, n\u00e3o se reconhecem nessa palavra, mas sim como Gija, Wuramyianga, Milikapiti, Biripi\/Worimi, Maningrida, Wangkajunga, Aliawerre, Warlpiri, entre outras auto-defini\u00e7\u00f5es etno-lingu\u00edsticas.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>N\u00e3o lembro, com precis\u00e3o, quando ouvi ou li pela primeira o termo \u2018abor\u00edgene australiano\u2019. Deve ter sido nas aulas de hist\u00f3ria geral do gin\u00e1sio que descreviam &#8212; num grande painel esquem\u00e1tico cheio de nomes e datas &#8212; \u00a0a expans\u00e3o colonial como processo civilizat\u00f3rio definitivo. Ou talvez, tenha sido na euroc\u00eantrica cole\u00e7\u00e3o <em>Tesouro da Juventude <\/em> que\u00a0habitava minha estante de livros. Mas, \u00a0tanto num caso como noutro, \u00a0as narrativas que me apresentaram aos \u00a0&#8216;abor\u00edgines&#8217; do outro lado do mundo os definiam \u00a0&#8212; assim como os africanos (dos filmes de Tarzan) e os \u2018peles vermelhas\u2019 (dos filmes de cowboy) &#8212; \u00a0como povos \u00a0que haviam sido ou deviam ser civilizados (ou eliminados caso resistissem na \u2018barb\u00e1rie)\u2019. Ao recuperar esse fios de mem\u00f3ria, me dei conta de que, \u00a0significativamente, ao menos nesses textos, \u00a0o tratamento dado aos \u2018nossos abor\u00edgnes&#8221; era paradoxal. Por um lado, sendo \u2018selvagens\u2019 &#8212; os textos sempre sublinhavam as pr\u00e1ticas canibais pr\u00e9-coloniais &#8212; \u00a0deviam ser civilizados. Por outro lado, \u00a0os \u00edndios brasileiros eram tamb\u00e9m constitutivos da identidade nacional, \u00a0seja no imagin\u00e1rio projetado pelos \u00a0romances novecentistas, seja nos corpos nus de bronze da estatu\u00e1ria p\u00fablica. <a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>\u00a0 Nos livros textos nacionais, os &#8216;nossos \u00edndios &#8216; estavam \u00a0no andar de cima da \u00a0hierarquia estabelecida pela ideologia &#8216;civilizat\u00f3ria&#8217; para situar os muitos \u00a0\u2018outros\u2019 do desencontro colonial. \u00a0J\u00e1 os \u2018abor\u00edgenes australianos\u2019 ocupavam as posi\u00e7\u00f5es inferiores, sendo descritos como os mais primitivos entre todos. Se n\u00e3o estou enganada, li textos afirmando que eles seriam, na verdade, \u2018muito pr\u00f3ximos dos primatas\u2019.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2017\/04\/falusvaginas.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-7324 alignright\" src=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/falusvaginas-300x300-1.jpg\" alt=\"falusvaginas\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/a>Nos anos 1970, contudo, eu reencontraria os povos origin\u00e1rios do continente dito australiano em narrativas de outro teor: nos textos que li e debati no curso de etnologia da Sorbonne VII em Jussieu, um departamento que, naquele ent\u00e3o, era fortemente informado pela cr\u00edtica ao etnocentrismo de corte Levy-Straussiano. Nem tudo que se lia a\u00ed era anti-etnoc\u00eantrico, mas era essa a clave de leitura que prevalecia na atmosfera do curso. Os \u2018abor\u00edgenes australianos\u2019 eram especialmente proeminentes nas an\u00e1lises desenvolvida por Bruno Bettelheim, em \u2018<em>Feridas simb\u00f3licas\u2019<\/em>, livro texto da disciplina Psican\u00e1lise e Antropologia. Nessa \u00a0aula que era um campo de batalha, as jovens alunas feministas n\u00e3o deixavam passar em branco nenhuma palavra, sugest\u00e3o ou interpreta\u00e7\u00e3o \u00a0que estivesse enviesada por tra\u00e7os patriarcais ou faloc\u00eantricos dos textos de Freud ou de seus interpretes.<\/p>\n<p>Nesse ambiente acalorado, as descri\u00e7\u00f5es de Bettelheim sobre as sofisticadas de modifica\u00e7\u00e3o corporal de alguns dos povos origin\u00e1rios da Austr\u00e1lia n\u00e3o eram interpretadas como signos de &#8216;barb\u00e1rie&#8217; mas sim como evid\u00eancia da complexidade do \u2018pensamento selvagem\u2019, \u00a0inclusive no que diz respeito ao \u2018sexo\u2019. Especialmente controvertidas eram discuss\u00f5es em torno \u00e0s interpreta\u00e7\u00f5es de Bettleheim (e da sala) quanto aos significado da incis\u00e3o longitudinal do p\u00eanis &#8212; que \u00e9 praticada por alguns desses grupos &#8212; que abre o \u00f3rg\u00e3o sexual masculino o torna similar a uma vagina . Se n\u00e3o estou enganada, \u00e9 o pr\u00f3prio Bettelheim quem afirma que essa pr\u00e1tica revira pelo avesso a inveja do p\u00eanis da leitura cl\u00e1ssica freudiana, fazendo dessa \u00faltima uma narrativa culturalmente espec\u00edfica do Ocidente. \u00a0Mas se n\u00e3o foi ele que o disse, certamente era isso que diziam (na verdade berravam) as jovens guerreiras feministas entrincheiradas num canto da sala. Nessas conversas intensas, comecei a me dar conta da variabilidade nas constru\u00e7\u00f5es culturais de masculino e feminino, ou seja daquilo que um pouco mais tarde viria a se firmar como sistemas de sexo-g\u00eanero. Enquanto esses debates ferrenhos se desenrolavam em torno ao tema dos falos tornados vaginas, \u00a0n\u00e3o faltavam vozes mais radicalmente anti-etnoc\u00eantricas perguntando, corretamente, se n\u00e3o estar\u00edamos atribuindo a essas pr\u00e1ticas um sentido que continuava sendo \u2018nosso\u2019 e portanto externo e dominante.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2017\/03\/a-arte-dos-sonhares-breves-notas1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-7249 alignright\" src=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/a-arte-dos-sonhares-breves-notas1-300x163-1.jpg\" alt=\"A arte dos \u2018sonhares\u2019: breves notas sobre uma exposi\u00e7\u00e3o\" width=\"300\" height=\"163\" \/><\/a>Os povos origin\u00e1rios australianos habitam, portanto, momentos muitos significativos da minha forma\u00e7\u00e3o intelectual. Mas eu os perderia, de novo, novo at\u00e9 o in\u00edcio dos anos 1990 quando comecei a interagir com feministas das ilha do Pac\u00edfico e Nova Zel\u00e2ndia. Percebi ent\u00e3o, \u00a0com maior amplitude e horror, a escala e profundidade dos efeitos coloniais e p\u00f3s \u2013coloniais sobre as popula\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias desse territ\u00f3rios, e mais especialmente a situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica de muitos dos grupos australianos. Desde ent\u00e3o vi dois filmes excepcionais sobre as trajet\u00f3rias de sua exclus\u00e3o e subalterniza\u00e7\u00e3o na sociedade australiana: <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stolen_Generations\"><em>Stolen Generations<\/em> <\/a>(2001) que recupera a hist\u00f3ria de crian\u00e7as \u2018mesti\u00e7as\u2019 que foram tomadas \u00e0 for\u00e7a de suas fam\u00edlias para serem educadas por fam\u00edlias brancas no come\u00e7o do s\u00e9culo e <em><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Charlie's_Country\">O Pa\u00eds de Charlie<\/a>,<\/em> document\u00e1rio de 2013 que relata de maneira nua a crua as prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es de vida que prevalecem hoje nas \u2018reservas\u2019 e comunidades urbanas em que vivem os povos origin\u00e1rios <a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>Mais recentemente, fazendo buscas sobre arte e sexualidade nos espa\u00e7os intersticiais do p\u00f3s -colonial (para essa se\u00e7\u00e3o do site SPW ) fiquei \u00a0encantada com os grafismos descritivos e rituais elaborados por <em>mapans<\/em>\u00a0(xam\u00e3s), mas tamb\u00e9m por um vasto n\u00famero de mulheres. Essa forte presen\u00e7a feminina na esfera dos sagrado e da express\u00e3o est\u00e9tica evocava, de algum modo, a disposi\u00e7\u00e3o peculiar dos g\u00eaneros que discut\u00edamos nas aulas conturbadas dos anos 1970. Nesse\u00a0 ent\u00e3o, identifiquei v\u00e1rios artistas e assisti alguns v\u00eddeos sobre seus processos de desenhar, sobre os lugares em que vivem e, mais especialmente, \u00a0sobre o \u2018sonhar\u2019 que \u00e9 elemento nodal de sua sofisticada express\u00e3o est\u00e9tica. \u00a0Ao desenhar e esculpir \u00a0\u201cos sonhares \u2019 das coisas, das plantas \u00a0e dos animais, \u00a0essas e esses \u00a0\u2018artistas\u2019 conectam-se com o que est\u00e1 al\u00e9m da realidade imediata. Recontam est\u00f3rias para manter narrativas m\u00edticas vivas. \u00a0Engajam o corpo em gestos criativos que est\u00e3o a um s\u00f3 tempo associados aos fazeres da sobreviv\u00eancia e \u00e0 ordem do sagrado.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2017\/03\/17554286_10154769967012663_6808412695896674120_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-7232 alignleft\" src=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/17554286_10154769967012663_6808412695896674120_n-300x224-1.jpg\" alt=\"17554286_10154769967012663_6808412695896674120_n\" width=\"300\" height=\"224\" \/><\/a>Foi, portanto, tomada por sentimentos muito contradit\u00f3rios que percorri a exposi\u00e7\u00e3o. Por um lado, \u00a0n\u00e3o consegui superar o desconforto dos tra\u00e7os e espectros coloniais que pairam sobre as duas salas, os quais \u00a0na verdade, est\u00e3o \u00a0explicitados, \u00a0de maneira nua e crua, \u00a0em dois dos trabalhos. \u00a0O <em>Massacre do C\u00f3rrego Horso <\/em>de <a href=\"https:\/\/www.artgallery.nsw.gov.au\/collection\/artists\/mckenzie-queenie\/\">Queenie McKenzi<\/a>e resgata um episodio cl\u00e1ssico da barb\u00e1rie civilizat\u00f3ria: em 1880 um policial branco matou homens, mulheres e crian\u00e7as na regi\u00e3o de Kimberley por que o pai do artista havia matado um touro de um colono branco.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2017\/03\/17630145_10154769967172663_8459830245918275870_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-7240 alignright\" src=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/17630145_10154769967172663_8459830245918275870_n-224x300-1.jpg\" alt=\"17630145_10154769967172663_8459830245918275870_n\" width=\"224\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mais contundente ainda, o quadro figurativo <em>O Soldado Brit\u00e2nico Narcisista <\/em> de <a href=\"https:\/\/www.daao.org.au\/bio\/gordon-syron\/biography\/\">Gordon Syron <\/a>\u00a0foi pintado na cela da pris\u00e3o onde ele cumpria pena de pris\u00e3o perp\u00e9tua, por ter matado o homem a quem acusava de ter roubado as \u00a0terras do seu pai. O soldado se olha ofuscado num olho d\u2019\u00e1gua envenenado, sendo essa imagem um registro da pr\u00e1tica usada pelos colonizadores para desalojar os povos origin\u00e1rios de seus territ\u00f3rios e ocup\u00e1-los com gado. \u00a0Syron aprendeu a pintar na pris\u00e3o. Teve sua pena suspensa ap\u00f3s dez anos e desde ent\u00e3o se dedica a lutar pelos direitos dos grupos origin\u00e1rios, especialmente no \u00e2mbito da arbitariedade policial e n\u00edveis excessivos de encarceramento.\u00a0<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[3]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por outro lado, tampouco, consegui resistir ao encanto. Fiquei deslumbrada com simplicidade do \u2018<em>Universo\u2019<\/em> de Rover Thomas e do <em>Sal em Mina Mina<\/em> de <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dorothy_Napangardi\">Dorothy Napangardi<\/a>, mas tamb\u00e9m com os ins\u00f3litos &#8216;sonhares&#8217; do <em>Cachorro Selvagem<\/em>, de <a href=\"http:\/\/www.aboriginalartstore.com.au\/artists\/clifford-possum-tjapaltjarri\/\">Clifford Possum Tjlapaltjarri<\/a>, do <em>Diabo Espinhoso<\/em>, de Kathleen Petyarre, da <em>Folha de Arbusto<\/em> de Abie Loy Kemarre e com a explos\u00e3o crom\u00e1tica de <em>Olho d\u2019\u00c1gua<\/em> do <em>mapan <\/em>(xam\u00e3) Wimmitji Tjanpangarti. O muito f\u00e1lico <em>Sonhar das Mulheres<\/em> de <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lily_Nungarrayi_Yirringali_Jurrah_Hargraves\">Lily Nungaray Hargraves<\/a> que evoca os falos abertos das minhas aulas de Psican\u00e1lise e Antropologia.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2017\/03\/17634528_10154769967187663_7679506449734904697_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-7241 alignright\" src=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/17634528_10154769967187663_7679506449734904697_n-224x300-1.jpg\" alt=\"17634528_10154769967187663_7679506449734904697_n\" width=\"217\" height=\"291\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2017\/03\/17498609_10154769967292663_5210648878462411535_n1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-7236\" src=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/17498609_10154769967292663_5210648878462411535_n1-300x300-1.jpg\" alt=\"17498609_10154769967292663_5210648878462411535_n\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p>Mas, sobretudo, fiquei completamente fascinada por <a href=\"http:\/\/www.nma.gov.au\/exhibitions\/utopia_the_genius_of_emily_kame_kngwarreye\/emily_kame_kngwarreye\">Emily Kame Kngwarreye<\/a>. Emily nasceu no grupo Anmatyerre em 1910 e morreu em 1996. Viveu numa esta\u00e7\u00e3o que, signifucativamente, se chama Utopia. O nome que \u00e9 possivelmente uma corruptela da palavra em l\u00edngua local <em>Uturupa <\/em>que significa \u2018grande colina de areia\u2019 tem um forte sentido politico pois nomeia uma das poucas comunidade aut\u00f4nomas dos povos nativos, que resultaram de uma luta intensa pelo direito \u00e0 terra. Emily, come\u00e7ou a fazer trabalhos de \u2018arte\u2019 quando tinha 68 anos quando um projeto de <em>batik<\/em> foi iniciado em Utopia. Dez anos mais tarde ela era uma \u2018artista\u2019 reconhecida internacionalmente e nos seus \u00faltimos oito anos de vida produziu mais de 3. 000 trabalhos inspirados pelo \u2018sonhar\u2019 e Alhalkere que \u00e9 o lugar onde nasceu e viveu. Quando lhe perguntavam o que pintava, ela sempre respondia<em>: Pinto o todo: o sonhar do inhame, do largato diabo da montanha, das sementes de capim, do Tingu, do Emu, do Intekwe, dos feij\u00f5es verdes. Isso \u00e9 o que pinto: o todo.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/Captura-de-Tela-2017-03-31-as-14.28.20.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-7244 size-full aligncenter\" src=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/Captura-de-Tela-2017-03-31-as-14.28.20.png\" alt=\"Captura de Tela 2017-03-31 a\u0300s 14.28.20\" width=\"600\" height=\"336\" \/><\/a><\/p>\n<p>A est\u00f3ria de vida de Emily, seus cromatismos suaves em cinzas e brancos, rosas e laranjas, azuis e amarelos s\u00e3o esplendidos. Mas h\u00e1 mais o que dizer. As \u00a0formas que ela criou &#8212; assim como o fizeram e fazem \u00a0outras e outros criadores que conheci na \u00a0exposi\u00e7\u00e3o &#8212; \u00a0inspiram a uma vasta teia de \u00a0quest\u00f5es e reflex\u00f5es sobre as conex\u00f5es misteriosas entre \u2018o sonhar&#8217; \u00a0(ou a \u2018arte\u2019), a subalternidade, os limites e possibilidades de vidas que valem a pena ser vividas. Precariedade e beleza como inspira\u00e7\u00e3o para o pensamento cr\u00edtico.<\/p>\n<p><strong><em>Imagens<\/em><\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Pintura corporal para cerim\u00f4nia Pukamani, Freda Warpilini<\/li>\n<li>O <em>Sonhar das Mulheres<\/em>\u00a0 (detalhe) de Lily Nungaray Hargraves<\/li>\n<li>Charlie (still do filme)<\/li>\n<li>O \u00a0<em>sonhar do Dingo<\/em> (Cachorro Selvagem) de\u00a0Clifford Possum Tjlapaltjarri<\/li>\n<li>O <em>Massacre do C\u00f3rrego Horso,\u00a0<\/em>de Queenie McKenzie<\/li>\n<li><em>O Soldado Brit\u00e2nico Narcisista, de\u00a0<\/em>Gordon Syron<\/li>\n<li>\u00a0O <em>sonhar do Diabo Espinhoso (detalhe)<\/em>, de Kathleen Petyarre<\/li>\n<li><em>Olho d\u2019\u00c1gua (detalhe), de\u00a0<\/em>Wimmitji Tjanpangarti<\/li>\n<li>O \u00a0<em>sonhar do Inhame, <\/em>de\u00a0Emily Kame Kngwarreye<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Notas\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Assim como os \u2018\u00edndios\u2019 do territ\u00f3rio chamado Brasil s\u00e3o Ashanikas, Assurinis, Boror\u00f3, Caikang, Caxinau\u00e1, Fulni\u00f3s, Guarani, Guajajara, Kamaiur\u00e1, Krenak, Kren \u2013Akarore, Munduruku, Patax\u00f3, , Parakan\u00e3, Tukano, Bar\u00e9, Yanomani, Yualapiti,, Urubus para mencionar algumas das centenas de grupos territoriais e l\u00ednguas dos povos origin\u00e1rios que sobreviveram a 500 anos de destrui\u00e7\u00e3o e expliac\u00e3o sistem\u00e1tica.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Al\u00e9m disso, para al\u00e9m ou aqu\u00e9m dos tra\u00e7os ideol\u00f3gicos, eu posso me lembrar quase fisicamente do fasc\u00ednio que exerciam sobre mim as imagens de Bororos, Xavantes, Kamaiur\u00e1s publicadas nos anos 1950 nas p\u00e1ginas da revista O Cruzeiro.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <em>Charlie\u2019s country<\/em> pode ser assistido no Youtube [https:\/\/youtu.be\/Ly8_7Su4m4c]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_________________________<\/p>\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Assim como os \u2018\u00edndios\u2019 do territ\u00f3rio chamado Brasil s\u00e3o Ashanikas, Assurinis, Boror\u00f3, Caikang, Caraj\u00e1s, Caxinau\u00e1, Fulni\u00f3s, Guarani, Guajajara, Kamaiur\u00e1, Krenak, Kren \u2013Akarore, Munduruku, Patax\u00f3, , Parakan\u00e3, Tukano, Bar\u00e9, Yanomani, Yualapiti,Urubus para mencionar algumas das centenas de grupos territoriais e l\u00ednguas dos povos origin\u00e1rios que sobreviveram a 500 anos de destrui\u00e7\u00e3o e expoliac\u00e3o sistem\u00e1tica.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[2]<\/a>\u00a0O <a href=\"https:\/\/youtu.be\/Ly8_7Su4m4c]\">Pais de Charlie<\/a> pode ser \u00a0assistido no Youtube<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[3]<\/a> A inclus\u00e3o de dois cocares e uma pintura Caraj\u00e1 na exposi\u00e7\u00e3o que visa criar uma analogia est\u00e9tica entre \u201caqui\u201d e \u201cl\u00e1\u201dtamb\u00e9m causa muito inc\u00f4modo pois n\u00e3o se faz nenhuma refer\u00eancia aos tra\u00e7os comuns que vinculam essas culturas no que diz respeito aso efeitos nefastos da coloniza\u00e7\u00e3o e do \u2018desenvolvimento\u2019<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Sonia Corr\u00eaa Fui ver a exposi\u00e7\u00e3o de arte dos povos origin\u00e1rios do continente ilha que conhecemos como Austr\u00e1lia, \u00a0na Caixa Cultural no Rio de<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":16610,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[52,60,321,353,238],"class_list":{"0":"post-22401","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-arte-e-sexualidade","8":"tag-australia","9":"tag-brasil","10":"tag-cultura","11":"tag-raca-etnia","12":"tag-racismo"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A &#039;arte&#039; 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