{"id":22358,"date":"2016-12-16T17:42:25","date_gmt":"2016-12-16T19:42:25","guid":{"rendered":"https:\/\/spw.fw2web.com.br\/ptbr\/2016\/12\/16\/diversidade-de-vozes-um-breve-relato-sobre-os-espacos-da-sociedade-civil-as-margens-do-8o-encontro-de-cupula-do-brics-na-india\/"},"modified":"2025-10-01T17:06:20","modified_gmt":"2025-10-01T20:06:20","slug":"diversidade-de-vozes-um-breve-relato-sobre-os-espacos-da-sociedade-civil-as-margens-do-8o-encontro-de-cupula-do-brics-na-india","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/biblioteca-spw\/artigos\/diversidade-de-vozes-um-breve-relato-sobre-os-espacos-da-sociedade-civil-as-margens-do-8o-encontro-de-cupula-do-brics-na-india\/22358","title":{"rendered":"Diversidade de Vozes: um breve relato das margens do 8\u00ba Encontro de C\u00fapula do BRICS na \u00cdndia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Por Laura Trajber Waisbich<sup>1<\/sup><\/em><\/p>\n<p><strong>BRICS: espa\u00e7os \u201ccivilizados\u201d e \u201cpopulares\u201d<\/strong><\/p>\n<p>A \u00cdndia recentemente sediou o 8\u00ba Encontro de C\u00fapula do BRICS. O pa\u00eds mostrou-se orgulhoso em anunciar a realiza\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de 112 eventos oficiais ocorridos em diferentes cidades indianas<sup>2<\/sup>, abrangendo uma ampla gama de \u00e1reas relativas \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas, e que reuniu diversos atores do BRICS: de presidentes a primeiros-ministros, de ministros de com\u00e9rcio a ministros da sa\u00fade, al\u00e9m de jogadores juniores de futebol<sup>3<\/sup>.<\/p>\n<p>Grupos da sociedade civil indiana investiram significativa energia para sediar uma s\u00e9rie de eventos e encontros dirigidos a seus pares na \u00cdndia. Muitos deles aconteceram ao longo do ano, por meio de reuni\u00f5es pr\u00e9vias, destinadas a estimular e chamar a aten\u00e7\u00e3o da sociedade civil Indiana para esta dif\u00edcil criatura que \u00e9 (e permanece sendo) o BRICS.<\/p>\n<p>Quando outubro chegou, grupos da sociedade civil na \u00cdndia e seus pares nos outros pa\u00edses do BRICS reuniram-se em dois grandes eventos: o F\u00f3rum Civil sobre o BRICS (Nova D\u00e9li, 3-4\/outubro) e o F\u00f3rum dos Povos sobre o BRICS (Goa, 13-14\/outubro). Neste texto vamos analisar esses dois principais espa\u00e7os cuja participa\u00e7\u00e3o pode ser classificada como \u201cpor convite\u201d ou \u201ccriada\/reivindicada\u201d<sup>4<\/sup> em rela\u00e7\u00e3o ao BRICS, assim como os espa\u00e7os abertos para o engajamento cidad\u00e3o com as ideias, projetos pol\u00edticos, pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es do BRICS<sup>5<\/sup>.<\/p>\n<p>Como primeiro exerc\u00edcio, vamos tra\u00e7ar um breve panorama sobre a forma como a participa\u00e7\u00e3o social tem ocorrido no BRICS. Depois de um ciclo completo de presid\u00eancias, desde que a \u00c1frica do Sul uniu-se ao grupo em 2011, o engajamento da sociedade civil com o BRICS (tanto em n\u00edvel nacional, quanto internacional) evoluiu significativamente, apesar de um cen\u00e1rio constantemente tomado por obst\u00e1culos. Conforme observado por Pomeroy et al<sup>6<\/sup>:<\/p>\n<blockquote><p>\u201capesar do ambiente de engajamento aparentemente mais promissor nas \u2018pot\u00eancias\u00a0 democr\u00e1ticas emergentes\u2019 [nomeadamente o, chamado em ingl\u00eas, IBSA-\u00c1frica do Sul, Brasil e \u00cdndia], mesmo nesses pa\u00edses os esfor\u00e7os da sociedade civil para alcan\u00e7ar influ\u00eancia efetiva sobre a agenda de Coopera\u00e7\u00e3o Sul-Sul para o Desenvolvimento do BRICS, seja em cada um ou no conjunto, enfrentam muitos obst\u00e1culos. Nacionalmente, a Coopera\u00e7\u00e3o Sul-Sul para o Desenvolvimento \u00e9 vista, em geral, como uma agenda de pol\u00edtica externa tradicionalmente fechada ao engajamento da sociedade civil, al\u00e9m de que as restri\u00e7\u00f5es crescentemente impostas ao ambiente dom\u00e9stico favor\u00e1vel \u00e0 sociedade civil serem pedras no caminho do engajamento [&#8230;]. Internacionalmente, mesmo sob as presid\u00eancias de \u00cdndia, \u00c1frica do Sul e Brasil, o BRICS provou ser certamente menos aberto \u00e0 sociedade civil do que a outros setores, tais como academia e empresas, que t\u00eam seus pr\u00f3prios canais para chegar aos l\u00edderes de governo. Dentro do IBSA, a falta de um diagn\u00f3stico comum da sociedade civil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s potencialidades e armadilhas do BRICS contribui para uma agenda de engajamento fragmentada, que \u00e9 composta pela dificuldade de construir pontes com as organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil desses pa\u00edses tendo em vista, tamb\u00e9m, os diferentes contextos da China e da R\u00fassia<sup>7<\/sup>.&#8221; (2016, p. 171)<\/p><\/blockquote>\n<p>Apesar da diversidade de atores, da profus\u00e3o de agendas e da falta de clareza sobre o que os projetos do BRICS representam, uma s\u00e9rie de encontros de atores da sociedade civil dos pa\u00edses do BRICS e entre estes e os l\u00edderes do BRICS ocorreram desde a C\u00fapula de 2011 na \u00cdndia. N\u00e3o apenas por causa da mir\u00edade de eventos, oficinas e semin\u00e1rios ocorridos, praticamente, em todos os pa\u00edses do BRICS\u00a0 entre as reuni\u00f5es de C\u00fapula, os grupos da sociedade civil foram capazes de efetivamente mobilizar e construir espa\u00e7os de di\u00e1logo \u00e0s margens dos encontros oficiais em \u201cc\u00fapulas do povo\u201d. Primeiro em Durban (2013) com o \u201cBRICS a partir da base\u201d, depois em Fortaleza (2014) com os \u201cDi\u00e1logos sobre o Desenvolvimento: o BRICS a partir da perspectiva dos povos\u201d. Em 2015, os russos decidiram executar um outro modelo, chamado \u201cBRICS c\u00edvico\u201d. Pertencendo a uma esp\u00e9cie diferente de evento, os \u201cespa\u00e7os c\u00edvicos de reuni\u00e3o\u201d na R\u00fassia ganharam um reconhecimento oficial sem precedentes na agenda do BRICS, mas foi duramente criticado por muitos atores socais dos outros pa\u00edses do bloco como sendo um espa\u00e7o altamente controlado. Como resultado, muitos dos principais atores que sediaram encontros dos povos anteriores no IBSA n\u00e3o participaram do F\u00f3rum Civil do BRICS e\/ou abertamente o boicotaram<sup>8<\/sup>.<\/p>\n<p>Podemos citar como uma caracter\u00edstica geral dos F\u00f3runs dos Povos o fato de reunirem organiza\u00e7\u00f5es e movimentos nacionais de grande alcance, cujas causas s\u00e3o mais intimamente conectadas ao BRICS, tais como o caso do movimento contra minera\u00e7\u00e3o ou de grupos ambientais lutando contra usinas nucleares e de carv\u00e3o, assim como um conjunto diverso de grupos locais da cidade-sede (grupos afetados pelo Porto no Sul de Durban em 2013, os Comit\u00eas Populares da Copa do Mundo em 2014, e uma s\u00e9rie de grupos em Goa, como os grupos contra o turismo predat\u00f3rio). Aparentemente, esses grupos aproveitaram a oportunidade de sediar um evento do BRICS para amplificar suas lutas e encontrar solidariedade internacional, mas n\u00e3o para fazer parte de f\u00f3runs do BRICS subsequentes. Mas a presen\u00e7a deles tem sido crucial para dar uma cara concreta e mostrar como \u00e9 o modelo de desenvolvimento privado ou predat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Esse breve relato hist\u00f3rico nos alerta a n\u00e3o subestimar rela\u00e7\u00f5es de poder mesmo em espa\u00e7os de participa\u00e7\u00e3o, relembrando que nunca s\u00e3o neutros, sendo eles mesmos moldados por rela\u00e7\u00f5es de poder<sup>9<\/sup>. Particularmente em rela\u00e7\u00e3o ao BRICS, o especialista sul-africano Patrick Bond e a brasileira Ana Garcia apresentam uma categoriza\u00e7\u00e3o\u00a0 interessante para observar atores sociais no e do BRICS de acordo com seus pontos de vista ideol\u00f3gicos. Os dois autores listaram 10 diferentes pontos de vista, que podem ser agrupados em tr\u00eas grupos maiores: \u201cBRICS a partir de cima\u201d (l\u00edderes e chefes de governo, aliados corporativos e da elite), \u201cBRICS a partir do meio\u201d (F\u00f3rum Acad\u00eamico do BRICS, intelectuais, sindicatos e ONGs), e \u201cBRICS a partir da base\u201d (ativistas de base cujas vis\u00f5es partem do local para o global). Na vis\u00e3o de Bond (2016), o primeiro grupo \u00e9 co-dependente, o segundo \u00e9 cooptado e o terceiro seria aquele que leva aos modos de engajamento confrontacionais<sup>10<\/sup>.<\/p>\n<p>Apesar da tipologia de Bond e Garcia colocar claramente o poder na perspectiva de an\u00e1lise e ser um modelo inicial \u00fatil para compreender os grupos, \u00e9 necess\u00e1rio ir al\u00e9m, pois o mosaico \u00e9 mais complexo (e \u00e0s vezes mais\u00a0 nuan\u00e7ado), refletindo n\u00e3o apenas a diversidade e as divis\u00f5es em cada um dos membros em um determinado ponto, mas tamb\u00e9m mudando e evoluindo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s identidades daqueles grupos durante o processo de constru\u00e7\u00e3o do BRICS<sup>11<\/sup>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 evidente que tais divis\u00f5es n\u00e3o est\u00e3o acontecendo da mesma forma em cada uma das C\u00fapulas do BRICS, e cada espa\u00e7o internacional da sociedade civil \u00e9 profundamente moldado pelo estado da sociedade civil no pa\u00eds-sede, que acaba cristalizando algumas das divis\u00f5es por meio do entrincheiramento de grupos espec\u00edficos marginalizados em campos de confronta\u00e7\u00e3o popular. Mas tamb\u00e9m \u2013 e de maneira muito concreta \u2013 por meio de enquadramentos escolhidos para os eventos da sociedade civil, assim como suas narrativas condutoras e redes de parceiros. Esses encontros tamb\u00e9m s\u00e3o profundamente afetados pela economia pol\u00edtica (e ecologia pol\u00edtica) dos grupos que oferecem suporte material \u2013 com recursos \u2013 a cada espa\u00e7o, bem como pela rede de parceiros<sup>12<\/sup>.<\/p>\n<p>Nas pr\u00f3ximas se\u00e7\u00f5es, vamos descrever com mais detalhes como os encontros da cidadania aconteceram na \u00cdndia, tentando estabelecer mudan\u00e7as e continuidades entre os F\u00f3runs dos Povos e os F\u00f3runs Civis do BRICS.<\/p>\n<p><strong>\u00cdndia 2016: o presente e o ausente<\/strong><\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o indiana do F\u00f3rum Civil BRICS, ocorrida em Nova D\u00e9li na primeira semana de outubro, foi a segunda tentativa (depois do F\u00f3rum Civil BRICS de Moscou, em 2015) de construir um espa\u00e7o oficial (acordado entre representantes de governo e grupos da sociedade civil) para o engajamento da sociedade civil com o BRICS. O espa\u00e7o foi resultado de uma intensa negocia\u00e7\u00e3o entre tr\u00eas atores: o Minist\u00e9rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da \u00cdndia, a think thank Research and Information System for Developing Countries (RIS) e o F\u00f3rum de Coopera\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento da \u00cdndia (FDIC), um f\u00f3rum hospedado pela RIS e composto de representantes da Ag\u00eancia Indiana de Parceria e Desenvolvimento, acad\u00eamicos e representantes da sociedade civil<sup>13<\/sup>. O FDIC foi criado em 2013 com o objetivo de facilitar as discuss\u00f5es entre diferentes sujeitos e partes interessadas na Coopera\u00e7\u00e3o Sul-Sul para o Desenvolvimento da \u00cdndia. Para alguns representantes da sociedade civil, co-sediar o F\u00f3rum Civil BRICS foi uma importante realiza\u00e7\u00e3o em termos de desvendar a caixa-preta da pol\u00edtica externa indiana e a coopera\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o no F\u00f3rum deu-se atrav\u00e9s de convite, as organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil\u00a0 vinculadas ao FDIC buscaram parceiros e redes dos pa\u00edses do BRICS e cada Minist\u00e9rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores poderia convidar quem julgassem apropriado em seus pa\u00edses. Em teoria, cada minist\u00e9rio supostamente validaria todos os nomes em sua \u201cdelega\u00e7\u00e3o\u201d. Mas, na pr\u00e1tica, tanto Brasil quanto \u00c1frica do Sul informaram que n\u00e3o iriam fornecer ou censurar nenhum nome. Consequentemente, retomando a tipologia dos espa\u00e7os de Cornwall e Gaventa, se o F\u00f3rum Civil BRICS na R\u00fassia foi claramente um espa\u00e7o de convite (e \u00e0s vezes percebido como um espa\u00e7o fechado), este teve caracter\u00edsticas mistas, sendo parcialmente um espa\u00e7o de convite e parcialmente um espa\u00e7o criado\/reivindicado. Para acrescentar complexidade ao cen\u00e1rio, essa caracter\u00edstica mudava conforme o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Dez dias depois, um outro conjunto de atores da sociedade civil do BRICS reuniu-se em Goa. A edi\u00e7\u00e3o deste ano do F\u00f3rum dos Povos pareceu mais com uma vers\u00e3o menor do F\u00f3rum Social Mundial, de acordo com ativistas dos pa\u00edses que formam o IBSA. Organizadores afirmaram que cerca de 500 pessoas participaram no total<sup>14<\/sup>.<\/p>\n<p>De fato, foi na maior parte um encontro de ativistas indianos \u2013 de movimentos populares a organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais \u2013 vindos de 27 estados diferentes da \u00cdndia, de acordo com os organizadores<sup>15<\/sup>, que trabalharam quest\u00f5es t\u00e3o diversas quanto justi\u00e7a ambiental, direitos das mulheres, responsabilidade financeira e com\u00e9rcio internacional. Foi interessante notar que, nas plen\u00e1rias e em algumas das 14 oficinas paralelas, houve tradu\u00e7\u00e3o consecutiva para o Hindi feita pelos organizadores e \u00e0s vezes pelos pr\u00f3prios participantes. Em conformidade com os encontros preparat\u00f3rios da reuni\u00e3o de outubro, mencionados acima, a presen\u00e7a de tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 um importante indicador do esfor\u00e7o dos organizadores de internalizar a agenda do BRICS na \u00cdndia e democratizar o acesso ao debate<sup>16<\/sup>.<\/p>\n<p>Participantes de fora da \u00cdndia n\u00e3o foram apenas minoria, mas tamb\u00e9m em menor n\u00famero do que nos encontros anteriores. As raz\u00f5es s\u00e3o m\u00faltiplas: desde as crises dom\u00e9sticas tanto no Brasil quanto na \u00c1frica do Sul (o que levou a agenda relativa ao BRICS deixar de ter prioridade para os grupos sociais) \u00e0s dificuldades em obter visto para entrar na \u00cdndia (sobretudo no atual momento e se o indiv\u00edduo planeja participar de uma confer\u00eancia internacional como o F\u00f3rum dos Povos), e, de maneira mais significativa, ao fato de que alguns dos principais participantes \u2013 presentes em edi\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias do F\u00f3rum dos Povos (em Durban e Fortaleza) \u2013 dividiram-se entre outros dois espa\u00e7os liderados pela sociedade civil em Nova D\u00e9li, na semana anterior: a reuni\u00e3o pr\u00e9via organizada sob o guarda-chuva da VANI e o F\u00f3rum Civil do BRICS<sup>17<\/sup>.<\/p>\n<p>Entre os sul-africanos que participaram do F\u00f3rum de Goa, podemos mencionar algumas lideran\u00e7as do processo \u201cBRICS apartir da base\u201d de Durban<sup>18<\/sup>, assim como representantes da uni\u00e3o de trabalhadores de minas na \u00c1frica do Sul, do movimento de estudantes #FeesMustFall e da Action Aid \u00c1frica do Sul. Uma gama das principais ONGs sul-africanas e movimentos sociais \u2013 alguns deles habitu\u00e9s de espa\u00e7os relacionados ao BRICS \u2013 participaram apenas do F\u00f3rum Civil BRICS de Nova D\u00e9li<sup>19<\/sup>.<\/p>\n<p>De participantes brasileiros em Goa foram apenas seis no total, vindos principalmente de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil que j\u00e1 atuam no campo do BRICS, tais como a REBRIP<sup>20<\/sup> &#8211; umas das principais organizadoras do F\u00f3rum dos Povos de Fortaleza em 2014 \u2013 e a Action Aid Brasil, mas tamb\u00e9m representantes do movimentos dos trabalhadores sem-terra (MST). Entretanto, um n\u00famero similar de outros brasileiros participou de eventos em Nova D\u00e9li<sup>21<\/sup> (F\u00f3rum Civil do BRICS, o encontro preliminar da VANI e o encontro do Observat\u00f3rio Feminista do BRICS). Um representante da REBRIP, por exemplo, foi ao encontro da VANI, mas n\u00e3o participou do F\u00f3rum Civil do BRICS, em conson\u00e2ncia com a posi\u00e7\u00e3o das redes em manter a luta por um mecanismo dentro do BRICS, que deveria respeitar aquilo que a rede acredita ser um conjunto m\u00ednimo de princ\u00edpios para uma participa\u00e7\u00e3o significativa, tais como autonomia, diversidade de vozes e financiamento governamental<sup>22<\/sup>.<\/p>\n<p>Em Goa, vimos a radicaliza\u00e7\u00e3o da tend\u00eancia de anos anteriores de muito poucos ativistas da R\u00fassia e China para o extremo de nenhum participante russo e aparentemente nenhum identificando-se oficialmente como chin\u00eas, apesar de haver rumores sobre a presen\u00e7a de dois ou tr\u00eas ativistas chineses na sala. Houve participantes de outros pa\u00edses asi\u00e1ticos que falaram sobre a China (sobretudo em termos da pol\u00edtica externa da China e seus impactos na regi\u00e3o). A presen\u00e7a da China na \u00c1frica foi tamb\u00e9m um assunto em pauta. Mas a R\u00fassia esteve virtualmente ausente, tanto como um t\u00f3pico quanto como presen\u00e7a em Goa. Em contrapartida, representantes chineses e russos participaram do F\u00f3rum Civil BRICS. Da R\u00fassia foram principalmente acad\u00eamicos<sup>23<\/sup>, alguns dos quais lideraram o F\u00f3rum Civil da R\u00fassia em 2015. Oxfam R\u00fassia tamb\u00e9m esteve presente. Do lado chin\u00eas, do mesmo modo, houve uma s\u00e9rie de estudiosos, representantes da Associa\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas da China, Oxfam Hong Kong e alguns grupos ambientalistas<sup>24<\/sup>.<\/p>\n<p><strong>Agendas circulares<\/strong><\/p>\n<p>O F\u00f3rum Civil estruturou seus debates no sentido de expandir a agenda de crescimento do BRICS, trazendo a perspectiva do desenvolvimento humano \u00e0 mesa como um componente central daquilo que se tem chamado de \u201cjusti\u00e7a global\u201d pelo bloco. A maior parte do evento foi dividida em sess\u00f5es paralelas que cobriram t\u00f3picos como aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, seguran\u00e7a alimentar, seguran\u00e7a humana, pobreza, al\u00e9m de desenvolvimento\u00a0 sustent\u00e1vel, urbaniza\u00e7\u00e3o, e temas financeiros incluindo-se o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD). Em geral, os pain\u00e9is eram formados por todos os pa\u00edses-membros. Para os organizadores, o esp\u00edrito do evento foi \u201cgarantir um di\u00e1logo construtivo entre a sociedade civil e os tomadores de decis\u00e3o\u201d em diferentes esferas sociais<sup>25<\/sup>.<\/p>\n<p>Uma declara\u00e7\u00e3o final do F\u00f3rum foi emitida ap\u00f3s os dois dias de debate, negociada principalmente entre o que os organizadores chamaram de \u201cchefes de delega\u00e7\u00e3o\u201d e, em seguida, foi disponibilizada para coment\u00e1rios por alguns dias ap\u00f3s o evento. Mesmo assim, a declara\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum Civil n\u00e3o foi mencionada na \u201cDeclara\u00e7\u00e3o de Goa\u201d, declara\u00e7\u00e3o oficial dos chefes de Estado (diferente de outros eventos, como o F\u00f3rum Acad\u00eamico, o Conselho de Neg\u00f3cios ou o Festival de Filmes e o torneio de futebol sub-17 do BRICS, em que todos reconheceram o texto da declara\u00e7\u00e3o). Quando a Declara\u00e7\u00e3o de Goa veio \u00e0 luz, o experimento do F\u00f3rum Civil figurou apenas em uma lista anexada em separado junto com todos os eventos ocorridos sob a presid\u00eancia indiana do BRICS. Mas ficou completamente ausente da cena se, por exemplo, procurarmos no site oficial do Minist\u00e9rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da \u00cdndia<sup><sub>26<\/sub><\/sup> ou no site de documentos oficiais da 8\u00ba C\u00fapula do BRICS<sup>27<\/sup>.<\/p>\n<p>No caso do F\u00f3rum dos Povos, os organizadores estruturaram o encontro n\u00e3o como destinado a construir uma \u201cagenda alternativa ao BRICS\u201d, mas com o objetivo de ir al\u00e9m do marco definido pelo BRICS, ou seja, enfocou os temas que realmente importam para as pessoas em termos de justi\u00e7a social, econ\u00f4mica e ambiental, incluindo: o resgate e aprofundamento da democracia para o poder corporativo, a luta contra a degrada\u00e7\u00e3o ambiental, o combate da \u201cviol\u00eancia sexual e patriarcal, racismo, comunalismo, discrimina\u00e7\u00e3o de casta, xenofobia e homofobia\u201d<sup>28<\/sup>.<\/p>\n<p>Nesse \u00faltimo ponto, \u00e9 importante sublinhar que quest\u00f5es de g\u00eanero, sexualidade e direitos humanos foram amplamente enfatizados em Goa, com uma \u00eanfase forte na interseccionalidade em processos de marginaliza\u00e7\u00e3o e viola\u00e7\u00e3o nos tr\u00eas pa\u00edses que formam o IBSA (e quase certamente nos demais pa\u00edses do BRICS). Tamb\u00e9m foi enfatizado que quest\u00f5es de sexualidade precisam de apoio mais amplo por parte dos movimentos sociais do BRICS. Conforme um participante afirmou em um painel sobre justi\u00e7a social, n\u00e3o apenas n\u00e3o h\u00e1 tradu\u00e7\u00e3o Hindi para pessoas LGBTI, como tamb\u00e9m \u201cse arranharmos o verniz de ativista de cada participante neste F\u00f3rum dos Povos de Goa vamos descobrir muitas pessoas ainda resistentes ao tema. Ent\u00e3o, justi\u00e7a tamb\u00e9m tem que come\u00e7ar aqui conosco\u201d. Frustra\u00e7\u00e3o similar em rela\u00e7\u00e3o ao sexismo foi expressada por uma mulher negra, l\u00edder do movimento #FeesMustFall da \u00c1frica do Sul, Omhle Ntshingila: \u201cfoi [e continua sendo] dif\u00edcil participar do movimento que eu mesma criei\u201d.<\/p>\n<p>O discurso anti-neoliberal (e anti-imperialista) foi muito presente em Goa, ecoando mais o tom de Durban em 2013 do que o de Fortaleza em 2014<sup>29<\/sup>. Novamente, as lutas locais continuaram a ser a caracter\u00edstica mais marcante na maioria dos discursos dos participantes. Perspectivas comparativas sobre injusti\u00e7a social foram claramente vis\u00edveis, conforme apontado por um v\u00eddeo-ativista indiano com \u201cmuitos pa\u00edses do bloco no mesmo muro [de injusti\u00e7a social]\u201d. Entretanto, a chamada \u201cconex\u00e3o BRICS\u201d n\u00e3o foi facilmente estabelecida.<\/p>\n<p>O BRICS permanece como uma abstra\u00e7\u00e3o para muitos grupos, com os efeitos e impactos do bloco concebidos mais em termos te\u00f3ricos do que em termos pr\u00e1ticos. Resist\u00eancia e den\u00fancia se moldam ante facto baseadas nas experi\u00eancias de primeira-m\u00e3o dos ativistas em cada um dos pa\u00edses (por exemplo, na luta contra a degrada\u00e7\u00e3o ambiental, a exclus\u00e3o e a marginalidade, a discrimina\u00e7\u00e3o contra a mulher, o deslocamento de popula\u00e7\u00f5es por mega-projetos de infra-estrutura), assim como algumas experi\u00eancias transnacionais emergentes em rela\u00e7\u00f5es bilaterais, por exemplo, os investimentos chineses, brasileiros ou indianos na \u00c1frica. Interessante observar que essa rela\u00e7\u00e3o opaca tamb\u00e9m foi um aspecto recorrente no F\u00f3rum Civil, onde a maior parte dos pain\u00e9is se caracterizou\u00a0 por acad\u00eamicos e representantes de ONGs discutindo o atual cen\u00e1rio de seu pr\u00f3prio pa\u00eds (em\u00a0 assuntos variados: sa\u00fade e m\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o, qualidade do crescimento econ\u00f4mico, juventude, urbaniza\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, entre outros), com poucos v\u00ednculos sobre os poss\u00edveis caminhos para coopera\u00e7\u00e3o intra-BRICS ou como o bloco, sendo um ator internacional, est\u00e1\u00a0 se posicionando para influenciar nas negocia\u00e7\u00f5es globais em torno desses t\u00f3picos.<\/p>\n<p>Uma clara exce\u00e7\u00e3o, tanto nos debates em Nova D\u00e9li quanto em Goa, \u00e9 o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD). Isso deveria ser uma surpresa, pois o NBD \u00e9 a primeira e mais concreta cria\u00e7\u00e3o do BRICS, e mesmo assim ainda n\u00e3o concretizada. Tamb\u00e9m, no caso do NBD, a maior parte dos pa\u00edses-membros t\u00eam alguma experi\u00eancia com bancos de desenvolvimento e o impacto de seus projetos. A \u00cdndia, por exemplo, tem um movimento social vibrante engajado em rela\u00e7\u00e3o a institui\u00e7\u00f5es financeiras, muito em fun\u00e7\u00e3o do dram\u00e1tico hist\u00f3rico do pa\u00eds com grandes projetos de infra-estrutura, como a represa Narmada financiada pelo Banco Mundial no final dos anos 1980. Grupos na \u00c1frica do Sul, Brasil e China tamb\u00e9m possuem longa hist\u00f3ria sobre institui\u00e7\u00f5es financeiras, em uma s\u00e9rie de t\u00f3picos tais como degrada\u00e7\u00e3o ambiental e deslocamento for\u00e7ado. Ent\u00e3o, a expertise combinada pode ser de grande valor no que diz respeito aos projetos do Novo Banco de Desenvolvimento. Tamb\u00e9m podemos apontar o fato de que, \u00e0 medida que os governos continuem a promover futuras institucionaliza\u00e7\u00f5es, a sociedade civil do BRICS ter\u00e1, de forma mais clara e concreta, mais portas de entradas para engajar com o grupo, n\u00e3o obstante as t\u00e1ticas divergentes, desde boicotes a estrat\u00e9gias de desfinanciamento at\u00e9 advocacy com gestores de alto escal\u00e3o do Banco.<\/p>\n<p>No F\u00f3rum dos Povos, poucas crises internacionais foram objeto de debates consistentes. S\u00edria e Palestina apareceram abertamente como t\u00f3picos em pain\u00e9is paralelos, enquanto a \u00c1frica Ocidental, a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e o Haiti foram mencionados na declara\u00e7\u00e3o final, embora n\u00e3o tenham sido debatidos com profundidade no F\u00f3rum. A solidariedade internacional, contudo, n\u00e3o alcan\u00e7ou a Caxemira, apesar das opera\u00e7\u00f5es da \u00cdndia no Paquist\u00e3o na mesma semana em que o F\u00f3rum ocorreu. O F\u00f3rum Civil foi praticamente silencioso em rela\u00e7\u00e3o a todas as crises internacionais.<\/p>\n<p>Durante os debates em Goa, apesar da solidariedade internacional, da proximidade ideol\u00f3gica da maioria dos participantes e das conversas de alto escal\u00e3o, houve um sentimento geral de pouca mem\u00f3ria coletiva sobre os F\u00f3runs anteriores e muito poucas men\u00e7\u00f5es ao que aconteceu (e o que foi acordado ou constru\u00eddo a partir de) nas duas edi\u00e7\u00f5es passadas. Curiosamente, no n\u00edvel discursivo, observamos uma tend\u00eancia oposta no F\u00f3rum Civil BRICS. Os organizadores mencionaram expressamente a experi\u00eancia russa tanto para criar um certo sentido de continuidade, quanto para apontar alguns dos avan\u00e7os do experimento indiano. Entretanto, os pain\u00e9is reuniram pessoas com um n\u00edvel menor de consenso entre si, al\u00e9m disso, foi reservado pouco tempo para um debate construtivo entre os\/as palestrantes.<\/p>\n<p>Finalmente, apesar das \u00f3bvias diferen\u00e7as entre os espa\u00e7os, havia uma s\u00e9rie de t\u00f3picos e tend\u00eancias comuns entre eles, embora com tonalidades particulares e narrativas espec\u00edficas de cada um. Entre os t\u00f3picos assinalamos, em primeiro lugar, a metadiscuss\u00e3o sobre a participa\u00e7\u00e3o no BRICS e seus limites. Em segundo lugar, ambos os espa\u00e7os enfatizaram aquilo que foi &#8220;deixado para tr\u00e1s&#8221; nos projetos do BRICS, destacando o quadro de desigualdades, ou a quest\u00e3o da justi\u00e7a social e marginaliza\u00e7\u00e3o. Em terceiro, as promessas e, mais notadamente, as armadilhas do Novo Banco de Desenvolvimento tamb\u00e9m formavam um tema comum do debate em ambos os espa\u00e7os. Assim, se esse modelo dual permanecer, essas quest\u00f5es poderiam ser portas de entrada para futuras pontes entre esses espa\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>Para al\u00e9m de 2016: o que o pr\u00f3ximo ciclo pode nos oferecer?<\/strong><\/p>\n<p>A C\u00fapula do BRICS de 2016 na \u00cdndia marca o fim do primeiro ciclo de c\u00fapulas oficiais com todos os cinco pa\u00edses-membros, lembrando que a \u00c1frica do Sul participou pela primeira vez apenas em 2011, em Sanya (China). Este ciclo completo nos permite propor algumas reflex\u00f5es iniciais sobre como o bloco se construiu, quais t\u00eam sido as agendas lideradas pelos governos, como os grupos da sociedade civil reagiram a isso e quais s\u00e3o os pontos que continuam esquecidos.<\/p>\n<p>Considerando-se algumas das principais quest\u00f5es levantadas pelo projeto <a href=\"http:\/\/sxpolitics.org\/strategic-analysis\/package-new-products-resulting-project-sexuality-politics-regional-dialogues\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Poderes Emergentes, Sexualidade e Direitos Humanos<\/a>, do SPW, sobre o mosaico de din\u00e2micas e os impactos gerados pelas pot\u00eancias emergentes, em especial o BRICS, em uma s\u00e9rie de agendas sociais, fica claro que a met\u00e1fora dos cegos que tateiam em torno de um elefante tentando adivinhar o que poderia ser aquilo est\u00e1 dando lugar a outra imagem, desta vez a partir do conto As Roupas Novas do Imperador: o Rei est\u00e1 nu.<\/p>\n<p>Observando cautelosamente a mir\u00edade de pe\u00e7as em movimento sobre areias movedi\u00e7as, saber se o &#8220;BRICS tem o potencial de influenciar processos transnacionais que poderiam rearticular a economia pol\u00edtica voltada para a justi\u00e7a, ao inv\u00e9s de se tornar um impedimento ou um caminho, desde o Sul, para novos n\u00edveis de acumula\u00e7\u00e3o de capital&#8221;<sup>30<\/sup> \u00e9 uma quest\u00e3o que permanece v\u00e1lida, mas parece provocar mais divis\u00f5es entre os atores da sociedade civil e os movimentos sociais do que antes. Aquilo que parecia ser as &#8220;potencialidades paralelas&#8221; dos projetos BRICS \u00e9 cada vez mais visto com menos otimismo. N\u00e3o obstante esse diagn\u00f3stico comum, a sociedade civil nos BRICS n\u00e3o \u00e9 somente muito diversa, tamb\u00e9m est\u00e1 escolhendo diferentes t\u00e1ticas de relacionamento com o bloco, como mostra claramente a realiza\u00e7\u00e3o de um F\u00f3rum Civil e um F\u00f3rum dos Povos na \u00cdndia este ano.<\/p>\n<p>Longe das acusa\u00e7\u00f5es m\u00fatuas de &#8220;cooptados&#8221;, por um lado, e &#8220;descrentes em institui\u00e7\u00f5es&#8221;, por outro, mas sem negar essa diversidade e o papel que desempenha alimentando o pensamento e a a\u00e7\u00e3o coletiva, pode-se perguntar se haveria espa\u00e7o para o di\u00e1logo entre os atores da sociedade civil do BRICS para seguir criando massa cr\u00edtica necess\u00e1ria para lidar com os diversos desafios e oportunidades que esse exerc\u00edcio traz para suas pr\u00f3prias sociedades e para o mundo.<\/p>\n<p>Aqui corremos o risco de responder que sim. Ao reverberar as quest\u00f5es e lutas locais, esses espa\u00e7os t\u00eam gerado mecanismos que criam significados e produzem novas e emergentes visibilidades em termos de quest\u00f5es sociais nos pa\u00edses-membros do BRICS. E apesar de os dois espa\u00e7os terem claramente atra\u00eddo e atrair audi\u00eancias diferentes desta vez, h\u00e1 uma s\u00e9rie de atores que foram ao F\u00f3rum Civil mas que, definitivamente, apreciariam participar e ter voz num evento como o F\u00f3rum dos Povos, entretanto por raz\u00f5es de log\u00edstica &#8211; principalmente pela n\u00e3o acidental divis\u00e3o &#8211; tinham que escolher um ou outro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, esses eventos, apesar de todos os desafios, foram capazes de galvanizar a aten\u00e7\u00e3o interna para o BRICS, criando um ambiente para construir (sen\u00e3o sinergias e solidariedade) pelo menos \u00e1reas comuns para estabelecer v\u00ednculos internacionais e revelar quest\u00f5es convergentes. Se as pontes podem parecer muito fr\u00e1geis diante da incerteza sobre a agenda pol\u00edtica do BRICS, dos persistentes desafios sociais, bem como das m\u00faltiplas crises desenfreadas que a maioria dos pa\u00edses-membros do BRICS enfrenta em casa, o fato de tantos grupos se mobilizarem e reunirem-se (local e internacionalmente) ano ap\u00f3s ano demonstra que esta agenda est\u00e1 aqui para ficar.<\/p>\n<p>Concluindo, o que poderia se recomendar para incrementar as pontes do f\u00f3rum &#8220;civilizado&#8221; do BRICS, o F\u00f3rum Civil, ou do f\u00f3rum \u201cpopular\u201d do BRICS, o F\u00f3rum dos Povos, e, claro, entre eles? Primeiro, para a sociedade civil dos pa\u00edses-membros do IBSA, investir na cria\u00e7\u00e3o de conex\u00f5es mais profundas com parceiros russos e chineses. Abordagens baseadas em quest\u00f5es como o NBD, a degrada\u00e7\u00e3o ambiental ou a viol\u00eancia de g\u00eanero podem ser portas de entrada para que esses encontros aconte\u00e7am e surjam sinergias. Em segundo lugar, fazer uso da gama de ferramentas existentes e metodologias de participa\u00e7\u00e3o social para criar as oportunidades certas para que essa diversidade de vozes se re\u00fana, ao menos, simultaneamente em um espa\u00e7o grande e plural. Os grupos da sociedade civil podem continuar a optar por espa\u00e7os que parecem mais leg\u00edtimos ou estrat\u00e9gicos, mas teria sido interessante ter um ou dois representantes das entidades que participaram da reuni\u00e3o da VANI ou do F\u00f3rum Civil para compartilhar e relatar a experi\u00eancia nesses espa\u00e7os para o amplo grupo reunido no F\u00f3rum dos Povos, que \u00e9 exatamente o que as representantes do emergente BRICS Feminist Watch tentaram fazer em Goa. Isso poderia elevar o n\u00edvel das informa\u00e7\u00f5es e criar mais sinergias. O BRICS \u00e9 um assunto muito complexo, com um n\u00famero limitado de atores dispostos a se envolver, sem uma massa cr\u00edtica proveniente de um amplo espectro de grupos da sociedade civil de todos os cinco pa\u00edses ser\u00e1 dif\u00edcil impactar o processo global. Por fim, para a sociedade civil dos pa\u00edses-membros do BRICS investir na sistematiza\u00e7\u00e3o dos processos, resultados e eventual reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre os espa\u00e7os liderados pela sociedade civil, seria interessante tamb\u00e9m facilitar a constru\u00e7\u00e3o de uma mem\u00f3ria coletiva de tudo isso. Se o pa\u00eds sede acaba por atrair mais grupos nacionais e se todos os anos temos uma grande n\u00famero de pessoas diferentes, isso n\u00e3o \u00e9 necessariamente desanimador uma vez que alargar\u00e1 progressivamente o alcance dos debates relacionados ao BRICS abrangendo grupos maiores em cada um dos pa\u00edses-membros.<\/p>\n<p><strong>Notas<\/strong><br \/>\n______________________<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 1. Cientista pol\u00edtica e analista de rela\u00e7\u00f5es internacionais, pesquisadora do Centro Brasileiro de An\u00e1lise e Planejamento (Cebrap) e do Centro de\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Estudos e Articula\u00e7\u00e3o da Coopera\u00e7\u00e3o Sul-Sul (Articula\u00e7\u00e3o Sul). A autora esteve presente em diferentes espa\u00e7os da sociedade civil paralelos aos Encontros de C\u00fapula do BRICS (Durban, 2013; Fortaleza, 2014; e Delhi\/Goa, 2016), tamb\u00e9m, \u00e9 membro do projeto \u201cPoderes Emergentes,\u00a0 Sexualidade e Direitos Humanos\u201d do SPW. Este artigo \u00e9 baseado em pesquisas sobre o BRICS, assim como na observa\u00e7\u00e3o participante em uma s\u00e9rie de encontros do \u201cbloco\u201d.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>A realiza\u00e7\u00e3o dos eventos em diferentes regi\u00f5es da \u00cdndia deveu-se, aparentemente, a uma diretriz do Minist\u00e9rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da \u00cdndia com o objetivo de \u201cconectar mais pessoas\u201d.<\/li>\n<li>A lista oficial de eventos pode ser conferida no endere\u00e7o: <a href=\"http:\/\/brics2016.gov.in\/upload\/files\/document\/580389cbe5ed3GoaActionPlan.pdf\">http:\/\/brics2016.gov.in\/upload\/files\/document\/580389cbe5ed3GoaActionPlan.pdf<\/a><\/li>\n<li>Aqui usamos os trabalhos de Andrea Cornwall (2002) e John Gaventa (2006) que conceituam os espa\u00e7os de engajamento cidad\u00e3o nos processos de pol\u00edticas p\u00fablicas como espa\u00e7os fechados, espa\u00e7os com convite e espa\u00e7os criados\/reivindicados. Veja CORNWALL, Andrea. Making spaces, changing places: situating participation in development, IDS Working Paper 173, Brighton, Institute of Development Studies, 2002. GAVENTA, John. Finding the spaces for change: a power analysis, IDS Bulletin, 37, 2006, pp. 23\u201333.<\/li>\n<li>Vamos brevemente abordar dois encontros internacionais menores que ocorreram em paralelo ao F\u00f3rum Civil em Nova D\u00e9li: o 2\u00ba Encontro do Observat\u00f3rio Feminista do BRICS, o Voluntary Action Network India (VANI), o Forum for Indian Development Cooperation (FDIC ) e o <em>Prelude International BRICS Meeting <\/em>organizado pela Heinrich B\u00f6ll Foundation India<em>. <\/em><\/li>\n<li>POMEROY, Melissa et al. Civil Society, BRICS and International Development Cooperation. GU, Jing; SHANKLAND, Alex; CHENOY, Anuradah (eds.). The BRICS in International Development.<\/li>\n<li>Livre tradu\u00e7\u00e3o pelo SPW.<\/li>\n<li>Veja, por exemplo, CARVALHO, Janine Salles de e BEGHIN, Nathalie. For an Inclusive, Democratic Social Participation Space in the BRICS. BRICS Voices (Vasudha Foundation), September: 1\u20134. 2015. Available at: <a href=\"http:\/\/www.inesc.org.br\/news\/2015-1\/september\/bricss-civil-society-voices-to-be-heardquarterly-to-promote-inclusion-and-accountability\">http:\/\/www.inesc.org.br\/news\/2015-1\/september\/bricss-civil-society-voices-to-be-heardquarterly-to-promote-inclusion-and-accountability<\/a><\/li>\n<li>GAVENTA, John, Ibid, p. 26<\/li>\n<\/ol>\n<ol start=\"10\">\n<li>BOND, Patrick. Co-dependent BRICS from above, co-opted BRICS from the middle, and confrontational BRICS from below. BOND, Patrick e GARCIA, Ana. BRICS: An Anti-Capitalist Critique. D\u00e9li: AAKR Books, 2016. pp. 286-300.<\/li>\n<li>Os produtos do projeto \u201cPoderes Emergentes, Sexualidade e Direitos Humanos\u201d do SPW, podem ser de grande valor por adicionar ao panorama um conjunto rico e diverso de reflex\u00f5es e vozes de atores da sociedade civil que participaram de eventos relacionados ao BRICS, assim como de acad\u00eamicos que pesquisam o tema. O material est\u00e1 dispon\u00edvel <a href=\"https:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/biblioteca-spw\/multimidia\/novos-produtos-spw\/22102\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">online<\/a>.<\/li>\n<li>Entre as principais entidades que t\u00eam ativamente mobilizado fundos para sediar encontros e levar representantes da sociedade civil a cada c\u00fapula do BRICS, podemos mencionar organiza\u00e7\u00f5es internacionais para o desenvolvimento como Oxfam e Action Aid, assim como as funda\u00e7\u00f5es alem\u00e3es Friedrich-Ebert-Stiftung e Heinrich B\u00f6ll.<\/li>\n<li>Entre as organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil nas discuss\u00f5es participaram tamb\u00e9m: PRIA (Participatory Research in Asia), National Foundation for India, Oxfam India e the VANI. Veja: <a href=\"http:\/\/fidc.ris.org.in\/\">http:\/\/fidc.ris.org.in\/<\/a><\/li>\n<li>O n\u00famero aparece na declara\u00e7\u00e3o final dos Povos, dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/peoplesbrics.org\/2016\/10\/24\/goa-declaration-of-the-peoples-forum-on-brics\/\">https:\/\/peoplesbrics.org\/2016\/10\/24\/goa-declaration-of-the-peoples-forum-on-brics\/<\/a><\/li>\n<li>No site do Comit\u00ea de Organiza\u00e7\u00e3o Nacional pode ser vista a lista completa de entidades: <a href=\"https:\/\/peoplesbrics.org\/about-the-forum\/\">https:\/\/peoplesbrics.org\/about-the-forum\/<\/a><\/li>\n<li>Entre os presentes indianos, podemos citar a National Alliance for People\u2019s Movements (que contou com uma de suas lideran\u00e7as hist\u00f3ricas, Medha Patkar), o Indian Social Action Forum, uma gama de grupos ambientalistas (tais como Beyond Copenhagen, Centre for Financial Accountability e grupos anti energia nuclear), v\u00e1rios movimentos trabalhando com poder corporativo e financeiro, investimento e com\u00e9rcio (como a Transnational Institute ou a Rede do Terceiro Mundo), movimentos Dalit, assim como o Movimento de Mulheres Musulmanas (Bharatiya Muslim Mahila), entre outros grupos como a ONG indiana Video Volunteers ou Action Aid India.<\/li>\n<li>Por exemplo, tr\u00eas representantes da REBRIP (uma das principais organizadoras do F\u00f3rum dos Povos no Brasil) vieram \u00e0 \u00cdndia, um participou do encontro da VANI e os outros dois foram ao F\u00f3rum dos Povos. O grupo sul-africano HURISA, presente no F\u00f3rum dos Povos em Durban e Fortaleza, participou apenas do F\u00f3rum Civil desta vez.<\/li>\n<li>Tais como os estudiosos Patrick Bond e Travor Ngwane.<\/li>\n<li>Entre eles, podemos citar o HURISA, o Legal Resources Centre, a Oxfam South Africa, o Economic Justice Network, o Studies on Poverty and Inequality Institute e representantes de associa\u00e7\u00f5es de mulheres pequenas produtoras.<\/li>\n<li>Nomeadamente, representantes da organiza\u00e7\u00e3o feminista Instituto da Igualdade e do IBASE, tradicional ONG sediada no Rio de Janeiro.<\/li>\n<li>Por exemplo, Conectas Direitos Humanos, GIP (Public Interest Management), Oxfam Brasil, Action Aid Brasil, assim como um pesquisador do Centro de Estudos de Pol\u00edticas P\u00fablicas do BRICS, e um professor da UnB.<\/li>\n<li>2 Veja a declara\u00e7\u00e3o da REBRIP sobre participa\u00e7\u00e3o: <a href=\"http:\/\/www.rebrip.org.br\/noticias\/rebrip-lanca-sua-proposta-de-criacao-do-forum-da-sociedade-civil-dos-brics-cc57\/\">http:\/\/www.rebrip.org.br\/noticias\/rebrip-lanca-sua-proposta-de-criacao-do-forum-da-sociedade-civil-dos-brics-cc57\/<\/a><\/li>\n<li>2 Por exemplo, do National Committee on BRICS Research.<\/li>\n<li>Greenpeace China e o Social Resources Institute, por exemplo.<\/li>\n<li>Veja o release da RIS sobre o primeiro dia do evento: <a href=\"http:\/\/ris.org.in\/press_release\/Press_Release_Civic_BRICS.pdf\">http:\/\/ris.org.in\/press_release\/Press_Release_Civic_BRICS.pdf<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.mea.gov.in\/bilateral-documents.htm?dtl\/27491\/Goa+Declaration+at+8th+BRICS+Summit\">http:\/\/www.mea.gov.in\/bilateral-documents.htm?dtl\/27491\/Goa+Declaration+at+8th+BRICS+Summit<\/a><\/li>\n<li>Veja: <a href=\"http:\/\/brics2016.gov.in\/content\/document.php\">http:\/\/brics2016.gov.in\/content\/document.php<\/a><\/li>\n<li>Esta senten\u00e7a espec\u00edfica figura na Declara\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum dos Povos de Goa.<\/li>\n<li>Possivelmente porque a sociedade civil brasileira e as principais organizadoras do F\u00f3rum dos Povos do BRICS durante a C\u00fapula de Fortaleza tinham uma conex\u00e3o particular com o ent\u00e3o governo do Partido dos Trabalhadores e queriam explorar mais o engajamento cr\u00edtico do que o confronto aberto. Em Fortaleza, por exemplo, um importante diplomata que estava negociando o Novo Banco de Desenvolvimento naquele momento foi convidado a fazer um discurso e dialogar com os participantes do F\u00f3rum.<\/li>\n<li>Veja KHANNA, AKSHAY e CORR\u00caA, SONIA. <em><a href=\"http:\/\/sxpolitics.org\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/workingpaper-11.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Emerging Powers, Sexuality and Human Rights: \u201cFumbling around the elephant?\u201d<\/a><\/em>, Rio de Janeiro, Sexuality Policy Watch, 2015<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Laura Trajber Waisbich. A \u00cdndia recentemente sediou o 8\u00ba Encontro de C\u00fapula do BRICS. 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