{"id":22330,"date":"2016-10-05T20:52:58","date_gmt":"2016-10-05T23:52:58","guid":{"rendered":"https:\/\/spw.fw2web.com.br\/ptbr\/2016\/10\/05\/tendencias-globais-na-politica-sexual-contemporanea\/"},"modified":"2025-02-10T21:44:33","modified_gmt":"2025-02-11T00:44:33","slug":"tendencias-globais-na-politica-sexual-contemporanea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/atividades-spw\/tendencias-globais-na-politica-sexual-contemporanea\/22330","title":{"rendered":"Tend\u00eancias globais na pol\u00edtica sexual contempor\u00e2nea"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/SexPolitics-1-1024x524-2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-6804 size-full\" src=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/SexPolitics-1-1024x524-2.jpg\" alt=\"sexpolitics-1-1024x524\" width=\"1024\" height=\"524\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em>por Mark Gevisser<\/em><\/p>\n<p>Talvez a sess\u00e3o mais emocionante, no semin\u00e1rio \u201cSexPolitics: Mapping Key Trends and Tensions in the Early 21<sup>st<\/sup> Century\u201d, promovido pelo Observat\u00f3rio de Pol\u00edtica e Sexualidade (SPW) em julho, em Durban (\u00c1frica do Sul), tenha sido o debate final sobre HIV\/Aids. Richard Parker e Peter Aggleton falaram sobre a remedicaliza\u00e7\u00e3o da epidemia e suas apresenta\u00e7\u00f5es repercutiram em un\u00edssono entre os participantes que, em suas interven\u00e7\u00f5es, fizeram eco \u00e0 raiva e \u00e0 dor de ativistas e pesquisadores que dedicaram grande parte de suas vidas ao combate \u00e0 epidemia, mas hoje se veem frustrados \u2013 ou at\u00e9 mesmo prejudicados \u2013 pelo comercialismo, auto-generativo, da ind\u00fastria da Aids.<\/p>\n<p>Eu que sou mais ou menos um <em>outsider<\/em> em rela\u00e7\u00e3o ao SPW \u2013 este foi meu primeiro encontro no contexto da iniciativa \u2013 fui tomado por duas quest\u00f5es durante essa sess\u00e3o. A primeira foi perceber, uma vez mais, que a epidemia de Aids abriu espa\u00e7os para que as sociedades encarassem de frente a sexualidade como nunca antes haviam feito, e produziu (ou pelo menos inspirou) uma gera\u00e7\u00e3o de ativistas e pesquisadores que redefiniram a forma como pensamos esse tema.<\/p>\n<p>\u201cE tantos deles\u201d, eu disse a mim mesmo, \u201cestamos sentados nesta sala\u201d. Esse foi meu segundo <em>insight.<\/em> As pessoas reunidas pelo SPW em Durban eram, com poucas exce\u00e7\u00f5es, de uma gera\u00e7\u00e3o particular, uma gera\u00e7\u00e3o pioneira, minha pr\u00f3pria gera\u00e7\u00e3o. N\u00f3s somos filhas e filhos da segunda onda feminista e anticolonial dos anos 1960, as irm\u00e3s e os irm\u00e3os mais novos das e dos ativistas pelos direitos gays dos anos 1970. Somos ativistas da Aids e ativistas globais dos direitos LGBT dos anos 1990 e 2000, irm\u00e3s e irm\u00e3os mais velhos dos ativistas <em>queer<\/em> e trans dos dias atuais.<\/p>\n<p>O perfil geracional deu ao encontro do SPW uma energia particular: o dom da retrospectiva e, certamente, da reflex\u00e3o, mas tamb\u00e9m um certo des\u00e2nimo sobre o estado do mundo. Teria uma gera\u00e7\u00e3o mais nova de pesquisadores e ativistas compartilhado essa mesma vis\u00e3o, perguntei a mim mesmo? Esse des\u00e2nimo \u00e9 com frequ\u00eancia efeito de uma express\u00e3o de idealismo que potencializa o ativismo \u00e1rduo e abnegado \u2013 um idealismo que impregna, em particular, aqueles de n\u00f3s que viveram o marxismo revolucion\u00e1rio de meados do s\u00e9culo XX \u2013 e, por isso, fiquei muito satisfeito quando, no in\u00edcio do encontro, Richard Parker alertou-nos sobre os perigos do \u2018milenarismo in\u00fatil\u2019.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m me parece que o clima de pessimismo sentido ao longo dos debates decorre de que a maioria dos participantes n\u00e3o s\u00e3o nativos digitais, n\u00e3o s\u00e3o exatamente as &#8216;crian\u00e7as globalizadas&#8217;. Isso significa &#8212; novamente, com not\u00e1veis exce\u00e7\u00f5es \u2013 que ainda enxergamos ativismo e <em>advocacy<\/em> com as lentes do s\u00e9culo XX, a\u00e7\u00f5es centradas na negocia\u00e7\u00e3o com o \u2018Estado\u2019 e que se desenvolvem, de alguma forma, dissociadas de outras din\u00e2micas ou energias que talvez sejam mais dif\u00edceis domar, como a revolu\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, a migra\u00e7\u00e3o em massa, a expans\u00e3o do capitalismo das <em>commodities<\/em> e do turismo, entre outras.<\/p>\n<p>Isso se refletiu no que eu considero ser uma lacuna significativa nos debates do encontro: a compreens\u00e3o dos efeitos da tecnologia digital e da revolu\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o sobre a pol\u00edtica sexual e de g\u00eanero e suas pr\u00e1ticas. Tamb\u00e9m representa uma preocupa\u00e7\u00e3o com o que que significa o poder do estado, como observado por Sonia Corr\u00eaa ao dizer que: \u201cN\u00f3s devemos superar nossa fixa\u00e7\u00e3o pelo Estado!\u201d. Eu compartilhei esse sentimento nos meus coment\u00e1rios finais, mas, ao fim e ao cabo, concordei, com Juan Marco Vaggione quando ele nos lembrou da import\u00e2ncia de continuar negociando \u2018mudan\u00e7as\u2019 com as estruturas de poder, sugerindo que \u201crenov\u00e1ssemos nossos votos\u201d com os estados, mas levando em considera\u00e7\u00e3o o novo ambiente globalizado, no qual as demandas e agenciamentos fluem em dire\u00e7\u00f5es distintas daquelas que predominaram no s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>As met\u00e1foras do \u2018casamento\u2019 tamb\u00e9m estiveram presentes. Pode-se mesmo dizer que, em muitos momentos, dominaram os debates em fun\u00e7\u00e3o dos avan\u00e7os ocorridos no \u00e2mbito das reformas legais que garantiram direito ao casamento igualit\u00e1rio e do que isso representou em termos de triunfo das lutas da pol\u00edtica sexual, de tal modo que tem eclipsado outras quest\u00f5es cruciais do campo, de forma mais ampla, os direitos sexuais e o trabalho sexual. Cytnhia Rothschild compartilhou, com frustra\u00e7\u00e3o, como os dados e informa\u00e7\u00f5es sobre iniciativas no \u00e2mbito dos direitos LGBT ocuparam o espa\u00e7o da pesquisa que ela e Susana Fried fizeram sobre pol\u00edtica sexual nos Estados Unidos, prevalecendo amplamente sobre outras \u00e1reas como o direitos ao aborto e quest\u00f5es dos trabalho sexual. Muitos participantes, sobretudo da Am\u00e9rica Latina, contrastaram os avan\u00e7os no campo do casamento com a aus\u00eancia de progresso, ou mesmo regress\u00f5es no terreno do direito ao aborto. V\u00e1rias vozes recorreram a an\u00e1lises sobre homonacionalismo e homonormatividade como dimens\u00f5es centrais desse cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Dipika Nath e Carrie Shelver, por exemplo, expuseram a l\u00f3gica do homonacionalismo de maneira muito v\u00edvida, no come\u00e7o do encontro, quando falaram sobre as \u201croupas de casamento que s\u00e3o manchados de sangue pelo militarismo utilizado contra estados que n\u00e3o aderem \u00e0s normas do Ocidente<em>\u201d <\/em>e que nos dias atuais incluem, obviamente, os direitos LGBT. Paul Amar nos desafiou a compreender a ret\u00f3rica combinada de amor e guerra que circula no s\u00e9culo XXI mobilizada pela sem\u00e2ntica dos Estados Unidos, por exemplo, como no discurso do presidente Obama ap\u00f3s a decis\u00e3o da Suprema Corte sobre casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Esse discurso evoca a ideia de um &#8216;trov\u00e3o global de amor&#8217; se espalhando pelo mundo afora \u2013 ou seja avan\u00e7os nas lei de casamento igualit\u00e1rio \u2013 e que se define como estando em oposi\u00e7\u00e3o direta ao \u00f3dio, aos &#8216;abra\u00e7os da morte&#8217;, perpetrados pelo Estado Isl\u00e2mico e os inimigos da democracia. David Paternotte ilustrou com clareza essa mesma din\u00e2mica ao examinar como as for\u00e7as da direita buscam, na Europa Ocidental, barrar ou excluir novos imigrantes com base na justificativa de sua suposta homofobia.<\/p>\n<p>Sonia Corr\u00eaa nos lembrou que a pauta do casamento igualit\u00e1rio, como parte da agenda dos direitos sexuais, tem sido objeto de jogos por parte dos estados. Esses jogos devem ser lidos contra o pano de fundo do projeto de &#8216;moderniza\u00e7\u00e3o conservadora&#8217; que tem dominado a Am\u00e9rica Latina desde os processos de independ\u00eancia s\u00e9culo XIX. E Maria Amelia Viteri falou, de maneira convincente, sobre como a ader\u00eancia \u00e0 pauta do casamento entre pessoas do mesmo sexo tornou-se um novo dispositivo de admiss\u00e3o do Sul global no &#8216;mundo ocidental civilizado&#8217;. Muitos outros participantes discorreram sobre como os direitos LGBT \u2013 agora concentrados sob o guarda chuva do casamento igualit\u00e1rio \u2013 se tornou um fetiche de modernidade, um marcador de cidadania global, uma virtude para ser barganhada nos competitivos mercados globais. Anna Kirey and David Paternotte exploraram como nas regi\u00f5es sobre as quais pesquisam a din\u00e2mica est\u00e1 vinculada ao acesso \u00e0 Uni\u00e3o Europeia e como a R\u00fassia reage nesse contexto alimentando a ideia de &#8216;guerras culturais globais&#8217; contra o Ocidente. Christine Barrow tamb\u00e9m examinou a maneira como essas mesmas &#8216;guerras culturais&#8217; est\u00e3o se desenrolando no Caribe, onde for\u00e7as reacion\u00e1rias que falam em nome &#8216;dos valores tradicionais&#8217; \u2013 usando ideologias religiosas \u2013 s\u00e3o cada vez mais articuladas e ativas contra a &#8216;modernidade secular do Ocidente&#8217;. E no que diz respeito \u00e0s for\u00e7as religiosas, Horacio S\u00edvori e Juan Marco Vaggione compartilharam <em>insights<\/em> importantes sobre as ideologias da sexualidade propagadas pelas igrejas evang\u00e9licas e cat\u00f3licas, respectivamente.<\/p>\n<p>Eu fiquei, particularmente, interessado na interpreta\u00e7\u00e3o de Anna Kirey quanto ao hiato dram\u00e1tico que se observa em pa\u00edses do antigo bloco sovi\u00e9tico, entre um quadro legal razoavelmente progressista \u2013 como a descriminaliza\u00e7\u00e3o da homossexualidade \u2013 e as atitudes sociais muito reacion\u00e1rias contra pessoas LGBT. Isso se deve, segundo ela, a que essas iniciativas legais decorrem basicamente do \u2018desejo dos estados\u2019 de aceder \u00e0 comunidade &#8216;moderna&#8217; das na\u00e7\u00f5es europeias e n\u00e3o, exatamente, de movimentos de base comprometidos com mudan\u00e7as de fundo. Em outras palavras, esses t\u00eam sido processos verticais operados &#8216;de cima para baixo\u2019 ou mesmo transportados &#8216;de fora&#8217;.<\/p>\n<p>Enquanto ouvia Kirey, me lembrei do que disse o presidente do Senegal, Macky Sall, a Barack Obama quando de sua visita a esse pa\u00eds africano em 2013. \u00a0Obama acabara de se posicionar enfaticamente em favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo em seu pa\u00eds. Ele estava, de fato, acenando a seu eleitorado dom\u00e9stico, tendo em vista que a Suprema Corte dos EUA acabara de derrubar o Estatuto de Defesa do Casamento, que impedia o reconhecimento federal do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em Dacar, ele celebrou a decis\u00e3o, acrescentando que as pessoas LGBT deveriam ter direitos iguais tamb\u00e9m na \u00c1frica. O presidente Sall respondeu que a \u00c1frica, na realidade, n\u00e3o estava preparada para tal e retrucou com o conhecido argumento de que os africanos n\u00e3o andam por a\u00ed pregando a poligamia ao Ocidente. Na sequ\u00eancia, o presidente senegal\u00eas defendeu sua posi\u00e7\u00e3o em entrevista ao jornal alem\u00e3o <em>Die Zeit<\/em>, ressaltando que mudan\u00e7as culturais s\u00e3o lentas e que o Ocidente estava exigindo mudan\u00e7as muito r\u00e1pidas dos africanos. \u201cApenas ontem, as rela\u00e7\u00f5es entre pessoas do mesmo sexo foram reconhecidas por voc\u00eas, mas mesmo assim est\u00e3o exigindo aos pa\u00edses africanos que fa\u00e7am essas mudan\u00e7as agora! Isso est\u00e1 acontecendo de forma muito r\u00e1pida. Mas n\u00f3s vivemos em um mundo em que as coisas mudam lentamente!&#8221;<\/p>\n<p>Obviamente, Sall est\u00e1 equivocado, talvez propositalmente, em dois pontos. O primeiro \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o distorcida de que a press\u00e3o por mudan\u00e7a vem de fora \u2013 \u201cvoc\u00eas demandam para j\u00e1 dos africanos!\u201d \u2013 e seu corol\u00e1rio: as e os africanos n\u00e3o tem capacidade de fazer escolhas livremente. O segundo ponto \u00e9 que o mundo n\u00e3o est\u00e1 mudando lentamente, mas, na verdade, em raz\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o digital, est\u00e1 se alterando de maneira muito mais r\u00e1pida do que ele (ou, pelo menos, os patriarcas e <em>marabous<\/em> que ele precisa agradar) conseguem lidar. Seus argumentos s\u00e3o nost\u00e1lgicos e neles prevalece uma imagem do mundo onde fronteiras nacionais ou culturais est\u00e3o ainda intactas o suficiente para serem protegidas dos vetores da globaliza\u00e7\u00e3o. Assim sendo, &#8211; embora Anna Kirey talvez esteja correta em sua an\u00e1lise sobre o que se passou no antigo bloco sovi\u00e9tico nos anos 1990 e come\u00e7o dos 2000 quando a revolu\u00e7\u00e3o digital ainda n\u00e3o tinha se consolidado plenamente &#8211; esses argumentos n\u00e3o mais se sustentam plenamente no mundo contempor\u00e2neo, onde atores do Sul global (ou do Leste global) podem estar sujeitos a muitas influ\u00eancias mas tomam suas pr\u00f3prias decis\u00f5es e t\u00eam ag\u00eancia pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Em contraponto \u00e0 suposi\u00e7\u00e3o de Sall de que os estrangeiros est\u00e3o impondo mudan\u00e7as aos africanos, e demandando que a \u00c1frica mude de maneira mais r\u00e1pida do que seria poss\u00edvel, quero recuperar as palavras que ouvi em 2013 de Olena Sevchenko, uma das l\u00edderes do movimento LGBT ucraniano. S\u00e3o palavras, acredito eu, que devem ser ouvidas por qualquer pessoa interessada em <em>advocacy<\/em> ou ativismo em direitos humanos e sexualidade, pois explicam como suas a\u00e7\u00f5es n\u00e3o se d\u00e3o no v\u00e1cuo, sobretudo nos dias atuais, em um mundo globalizado e digitalizado.<\/p>\n<blockquote><p><em>Certamente, a sociedade ucraniana n\u00e3o est\u00e1 preparada para os direitos LGBT. Mas as pessoas LGBT ucranianas, elas mesmas. n\u00e3o podem mais ser \u2018contidas\u2019. Elas est\u00e3o online. Elas assistem TV. Elas viajam. Elas veem como as coisas s\u00e3o em outros lugares. E, por que n\u00e3o podem ter liberdades semelhantes? Por devem ser for\u00e7adas a viver escondidas? O mundo est\u00e1 mudando muito rapidamente, os eventos est\u00e3o nos ultrapassando na Ucr\u00e2nia. N\u00e3o temos escolha a n\u00e3o ser tentar nadar nesta corrente. <\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Devo dizer que fiquei maravilhado com a perspic\u00e1cia, sabedoria, humor e senso de justi\u00e7a das cerca de 40 pessoas reunidas no semin\u00e1rio <em>SexPolitics<\/em> em Durban. Tamb\u00e9m fiquei muito impressionado com a rede extraordin\u00e1ria do Observat\u00f3rio de Sexualidade e Pol\u00edtica, na diversidade disciplinar e geogr\u00e1fica. Entre as muitas apresenta\u00e7\u00f5es, surgiram desafios filos\u00f3ficos trazidos \u00e0 tona por pesquisadores como Paul Amar, akshay khanna e Maria Amelia Viteri. Foram compartilhados resultados de pesquisas emp\u00edricas muito valiosas por pessoas como Laura Murray, Huang Yingying e Ryan Thoreson, e trabalhos anal\u00edticos instigantes de pesquisadores como David Paternotte e Juan Marco Vaggione. E tamb\u00e9m houve testemunhos pessoais de participantes como Fahima Hashim, Vivek Divan, Daughtie Ogutu e Peter Aggleton.<\/p>\n<p>Mas penso que poder\u00edamos talvez ter feito melhor se estiv\u00e9ssemos em sintonia com as emo\u00e7\u00f5es expressas por Olena Sevchenko: \u201cn\u00f3s n\u00e3o temos escolhas a n\u00e3o ser tentar nadar nesta corrente\u201d. Se, como parte da rede global do SPW, estamos mapeando as principais tend\u00eancias e tens\u00f5es das pol\u00edtica sexual do in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, precisamos desenvolver uma compreens\u00e3o mais ampla do mundo interconectado em que vivemos, bem como dos efeitos dessas conex\u00f5es tanto sobre as pessoas que constroem pol\u00edticas p\u00fablicas, quanto sobre as pessoas que a elas est\u00e3o sujeitas. Isso significa compreender, mais claramente, os efeitos das for\u00e7as da globaliza\u00e7\u00e3o tais como a revolu\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o e as redes sociais digitais, a migra\u00e7\u00e3o em massa, a urbaniza\u00e7\u00e3o e o turismo global, a difus\u00e3o da cultura global tanto das <em>commodities,<\/em> quanto da cultura popular, os efeitos do capitalismo transnacional, das corpora\u00e7\u00f5es multinacionais e das elites &#8216;modernizantes&#8217;, as consequ\u00eancias do que conhecemos como pol\u00edtica neoliberal no Sul global.<\/p>\n<p>Isso tamb\u00e9m requer uma compreens\u00e3o mais precisa de como as fronteiras dos direitos humanos globais est\u00e3o mudando, devido \u00e0s &#8216;guerras culturais globais&#8217; entre aqueles que, de um lado, advogam por &#8216;direitos humanos universais&#8217; e aqueles que, do outro lado, lutam pelos &#8216;valores tradicionais&#8217; e &#8216;soberania cultural&#8217;. E isso significa imaginar como transcorre a vida daquelas pessoas que est\u00e3o situadas nessas fronteiras, sempre desviando-se de balas que chegam dos dois lados.<\/p>\n<p>Finalmente, isso significa chegar a um acordo a respeito de como as fronteiras da pol\u00edtica sexual elas mesmas est\u00e3o mudando. Por exemplo, esse \u00e9 um tempo de distanciar-se das batalhas sobre &#8216;orienta\u00e7\u00e3o sexual&#8217; que dominaram essa arena de debates nas \u00faltimas d\u00e9cadas e abrir espa\u00e7o efetivo para as pol\u00edticas da identidade de g\u00eanero. Compreender essa din\u00e2mica globalmente, e como as quest\u00f5es de identidade de g\u00eanero interagem com as \u00e1reas &#8216;tradicionais&#8217; da pesquisa em pol\u00edtica sexual \u2013 orienta\u00e7\u00e3o sexual e direitos reprodutivos e sexuais \u2013 talvez seja um dos principais desafios da rede vinculada ao SPW nesse esfor\u00e7o de mapear as tend\u00eancias e tens\u00f5es globais do come\u00e7o do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Talvez a sess\u00e3o mais emocionante, no semin\u00e1rio \u201cSexPolitics: Mapping Key Trends and Tensions in the Early 21st Century\u201d, promovido pelo Observat\u00f3rio de Pol\u00edtica e Sexualidade (SPW) em julho, em Durban (\u00c1frica do Sul), tenha sido o debate final sobre HIV\/Aids. 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