{"id":22309,"date":"2016-08-29T22:54:26","date_gmt":"2016-08-30T01:54:26","guid":{"rendered":"https:\/\/spw.fw2web.com.br\/ptbr\/2016\/08\/29\/dessacralizando-o-aborto-as-pinturas-de-paula-rego\/"},"modified":"2025-07-17T14:30:22","modified_gmt":"2025-07-17T17:30:22","slug":"dessacralizando-o-aborto-as-pinturas-de-paula-rego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/recomendamos\/arte-e-sexualidade\/dessacralizando-o-aborto-as-pinturas-de-paula-rego\/22309","title":{"rendered":"Dessacralizando:  os &#8220;Past\u00e9is do Aborto&#8221;  de Paula Rego"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2016\/08\/paula_rego.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-6604 alignright\" src=\"http:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/paula_rego-275x300-1.png\" alt=\"paula_rego\" width=\"275\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p>por Sonia Corr\u00eaa<\/p>\n<p>Quando, em 1998, a proposta de legaliza\u00e7\u00e3o do aborto em Portugal foi derrotada em um primeiro referendo, a aclamada pintora Paula Rego produziu uma s\u00e9rie de dez quadros em pastel que, sem rodeios, retratam mulheres vivendo situa\u00e7\u00f5es de abortos. Em entrevistas com a imprensa portuguesa, quando a s\u00e9rie foi exibida, Paula Rego disse que ele foi inspirada por suas pr\u00f3prias experi\u00eancias de aborto e pelos casos que \u00a0testemunhou das mulheres mulheres pobres que viviam nas aldeias ao redor da \u00e1rea da Ericeira, onde ela cresceu. Comentando a s\u00e9rie, Rego disse: &#8220;<em>O naturalismo est\u00e1 muito fora de moda, mas eu n\u00e3o me importo. Estas pinturas silenciosas, com suas graves respostas ir\u00e3o resistir&#8221;<\/em>.<\/p>\n<p>Estamos apresentando os &#8216;Past\u00e9is do Aborto&#8217; em \u00a0agosto de 2016, por que o Brasil &#8211; ou mais especificamente a Regi\u00e3o Metropolitana do Rio de Janeiro &#8211; tornou-se novamente palco da carnificina de mulheres que decorre do aborto ilegal e inseguro. Em 24 de agosto, a imprensa relatou que Caroline de Souza Carneiro, 28 anos, <a href=\"https:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/recomendamos\/compilacoes\/jovem-morre-no-rio-apos-realizar-aborto-em-clinica-clandestina\/22307\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">morreu de um aborto clandestino, malfeito e inseguro<\/a>. O cad\u00e1ver dela deixado na rua repetiu o padr\u00e3o cruel da abje\u00e7\u00e3o, que tamb\u00e9m caracterizou as <a href=\"https:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/biblioteca-spw\/artigos\/pelo-mundo-161\/22072\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mortes de Jandira e Elis\u00e2ngela em 2014<\/a>.<\/p>\n<p>Paula Cristina Figueiredo Cabral e Sonia Cristina Rodrigues Ildefonso no artigo <a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/11151891\/O_sexual_e_o_pol%C3%ADtico_na_obra_de_Paula_Rego\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>O sexual e o pol\u00edtico no trabalho de Paula Rego<\/em><\/a> observam que estas s\u00e3o as primeiras pinturas de Rego que n\u00e3o t\u00eam t\u00edtulo. \u00a0Ao contr\u00e1rio, elas foram nomeadas \u201csem t\u00edtulo\u201d, um recurso bastante utilizado pelos pintores abstratos, mas que causa grande desconforto no caso de imagens do \u00a0aborto retratadas na s\u00e9rie. Segundo\u00a0 Cabral e Ildefonso:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Isso torna mais perturbador e desafiador para o observador evocar o que n\u00e3o pode ser identificado, designar &#8216;algo&#8217; que a sociedade prefere n\u00e3o reconhecer e encarar. A lei de sigilo em torno do tema tabu do aborto, uma pr\u00e1tica que as sociedades hip\u00f3critas continuam a condenar ao mundo clandestino, como uma vergonha e como delito &#8211; \u00e9 o que estas imagens revelam e denunciam, e foi seguramente a primeira vez que a quest\u00e3o foi abordada [nesses termos] na pintura.<\/em><\/p>\n<p>As autoras tamb\u00e9m observam que as mulheres retratadas nos past\u00e9is est\u00e3o sofrendo mas n\u00e3o s\u00e3o passivas ou v\u00edtimas. Em v\u00e1rios dos quadros, elas olham diretamente para quem v\u00ea os quadros, desafiando e transferindo para o p\u00fablico a responsabilidade e culpa pelo que est\u00e3o vivendo. O realismo brutal, a for\u00e7a dolorosa e perturbadora dos &#8220;past\u00e9is sobre aborto&#8221; n\u00e3o s\u00e3o, contudo, espec\u00edficos desse tema. \u00a0\u00c9 assim que Paula Rego pinta, desde sempre: telas enormes, cores fortes, criaturas e rela\u00e7\u00f5es conturbadas. Na introdu\u00e7\u00e3o de seu livro<em> Maps of Memory of Paula Rego: Sexual and national politics, <\/em>\u00a0Maria Manuel Lisboa interpreta as inquieta\u00e7\u00f5es do vocabul\u00e1rio e das narrativas da pintora nos seguintes termos:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Eu diria que a sua honestidade, imprud\u00eancia e recusa, todos tendem para o mesmo objetivo: a saber, a dessacraliza\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de expectativas e suposi\u00e7\u00f5es recebidas, seja psicologia moral ou nacional, articulando acerca das defini\u00e7\u00f5es de infantilidade, inoc\u00eancia e pureza que ela vandaliza e exp\u00f5e como ilus\u00f3ria. Ela exp\u00f5e a culpa end\u00eamica para a apar\u00eancia de respeitabilidade&#8230; Ao faz\u00ea-lo, no entanto, ela deliberadamente indica padr\u00f5es problem\u00e1ticos e defini\u00e7\u00f5es aparentemente simples de bem e mal, fraqueza e for\u00e7a, vitimiza\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>O trabalho de Rego \u00e9 amplamente reconhecido em Portugal e no Reino Unido\u00a0 que \u00e9 sua &#8220;outra casa&#8221;. Desde adolescente, ela transitou entre os dois pa\u00edses. Mas Rego n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o conhecida para al\u00e9m dessas fronteiras. \u00a0Mesmo no Brasil, apesar da proximidade cultural com \u00a0Portugal, foi somente depois de uma retrospectiva de seu trabalho na Pinacoteca de S\u00e3o Paulo, em 2011, que ela tornou-se mais acess\u00edvel e discutida. Desde ent\u00e3o a imagens dos &#8216;past\u00e9is do \u00a0aborto&#8217; s\u00e3o vistos \u00a0 em apresenta\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas \u00a0e postagens nas redes sociais que tratam das brutais restri\u00e7\u00f5es ao aborto no pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso dizer, contudo, que a produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica no campo da cr\u00edtica feminista &#8212; sobre os temas, personagens, paisagens humanas e narrativas de Paula Rego &#8212; \u00e9 \u00a0ainda razoavelmente escassa, mesmo em Portugal. At\u00e9 onde pude pesquisar, inexistente no Brasil. A literatura em ingl\u00eas tampouco \u00e9 \u00a0volumosa. O livro de Maria Manuel Lisboa, acima citado, \u00e9 nesse sentido uma j\u00f3ia rara. Outro texto que que deve ser mencionado \u00e9 o artigo de Agnette \u00a0Str\u00f8m, \u00a0<a href=\"http:\/\/www.rhm-elsevier.com\/article\/S0968-8080(04)24014-9\/abstract\"><em>Untitled: The Abortion Pastels: \u00a0Paula Rego&#8217;s Serie&#8217;s on Abortion, <\/em>publicado pela Reproductive Health Matters, em 2004. <\/a>\u00a0Essa escassez\u00a0\u00a0\u00e9 enigm\u00e1tica quando se considera que o trabalho pict\u00f3rico de Paula Rego mergulha nas trag\u00e9dias, crueldades e profundas ambival\u00eancias do mundo dom\u00e9stico, sem reduz\u00ed-lo a vida privada.\u00a0 No mais das vezes, seus quadros\u00a0 evocam diretamente\u00a0 os tra\u00e7os e espectros do Estado Novo portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Conheci Paula Rego acidentalmente quando, em 2008, numa viagem a Lisboa, sozinha na casa de um amigo, passei horas fascinada, explorando um livro completo sobre sua obra. Fiquei fascinada com as mulheres de corpos masculinos, em roupas tipicamente femininas, com a brutalidade e complexidade e viol\u00eancia das rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e classe na sua narrrativa pict\u00f3rica, com as imagens duras da\u00a0 crueldade, da piedade hip\u00f3crita e do tropos do conservadorismo pol\u00edtico e religioso como elementos da\u00a0 &#8216;nacionalidade&#8217;. \u00a0\u00c9 nossa expectativa que, na medida em que mais pesquisadoras e pesquisadores em g\u00eanero e sexualidade conhe\u00e7am Paula Rego as produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica sobre o vigor de suas obras seja ampliada.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/youtu.be\/s0gKK6TeJOA\">Video de alguns dos quadros mais famosos de Paula Rego<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.casadashistoriaspaularego.com\/pt\/acessos\/entrada.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Museu A Casa das Hist\u00f3rias<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.tate.org.uk\/art\/artists\/paula-rego-1823\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pinturas da exibi\u00e7\u00e3o na Tate Gallery<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Sonia Corr\u00eaa Quando, em 1998, a proposta de legaliza\u00e7\u00e3o do aborto em Portugal foi derrotada em um primeiro referendo, a aclamada pintora Paula Rego<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":16371,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[84,313,106,139,147,230,323],"class_list":{"0":"post-22309","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-arte-e-sexualidade","8":"tag-criminalizacao","9":"tag-direito-ao-aborto","10":"tag-direitos-reprodutivos","11":"tag-feminismos","12":"tag-genero","13":"tag-portugal","14":"tag-sexualidades"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Dessacralizando: os &quot;Past\u00e9is do Aborto&quot; 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