{"id":22104,"date":"2015-09-16T22:06:45","date_gmt":"2015-09-17T01:06:45","guid":{"rendered":"https:\/\/spw.fw2web.com.br\/ptbr\/2015\/09\/16\/mulher-aborteira\/"},"modified":"2024-02-02T15:43:01","modified_gmt":"2024-02-02T18:43:01","slug":"mulher-aborteira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/recomendamos\/noticias-e-analises\/mulher-aborteira\/22104","title":{"rendered":"Mulher Aborteira"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><em>D\u00e9bora Diniz \u2013 antrop\u00f3loga, professora da UnB e pesquisadora do Anis \u2013 Instituto de Bio\u00e9tica, Direitos Humanos e G\u00eanero<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma em cada cinco mulheres realizou, pelo menos, um aborto aos 40 anos. Esse foi o principal resultado da PNA \u2013 Pesquisa Nacional de Aborto, um estudo com amostra populacional domiciliar, cuja coleta das respostas foi por t\u00e9cnica de urna. N\u00e3o sabemos quantas mulheres abortam a cada ano no pa\u00eds, mas sabemos em uma fotografia do hoje que, entre 18 e 39 anos, 7 milh\u00f5es e 400 mil mulheres j\u00e1 abortaram.<\/p>\n<p><strong>Quem s\u00e3o elas?<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>As mulheres comuns \u2013 com filhos, jovens (entre 22 e 29 anos), com religi\u00e3o e companheiro. Falarei adiante das adolescentes e das prostitutas \u2013 os dois espectros de mulheres que alimentam a fantasia daqueles contr\u00e1rios \u00e0 legaliza\u00e7\u00e3o do aborto, pois a imagem da mulher que aborta para os que defendem a vida do embri\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a da mulher comum, mas a da outra: a adolescente ou a puta. Falamos da mulher vulgar que aborta \u2013 puta ou adolescente, ou as duas numa s\u00f3, puta adolescente \u2013 mas pouco as conhecemos pelos estudos. A mulher de nossas pesquisas de prancheta, \u00e0 beira do leito ou por gravadores, \u00e9 a mulher comum.<\/p>\n<p>Falar do aborto no Brasil \u00e9 falar de necessidades de sa\u00fade da mulher comum. Isso deveria deixar o assunto ainda simples \u2013 n\u00e3o s\u00e3o pr\u00e1ticas sexuais de um grupo de risco, como gosta a terminologia epidemiol\u00f3gica, mas da sexualidade das mulheres que grita o aborto. Para enfrentar a moral hegem\u00f4nica contr\u00e1ria ao aborto, ora falamos que o aborto \u00e9 uma quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica, ora arriscamos descrev\u00ea-lo como uma quest\u00e3o de direitos humanos das mulheres. A verdade \u00e9 que as consequ\u00eancias da criminaliza\u00e7\u00e3o do aborto, a clandestinidade da pr\u00e1tica, faz do aborto uma calamidade de sa\u00fade p\u00fablica no Brasil: 50% das mulheres que abortam o finalizam em hospitais p\u00fablicos, algumas morrem, muitas sangram. Mas para ignorar que seja uma necessidade de sa\u00fade da mulher comum, portanto, t\u00edpica \u00e0 vida reprodutiva das mulheres, \u00e9 preciso espetacularizar o debate pol\u00edtico por espectros da mulher comum: \u00e9 uma mulher inconsequente, irrespons\u00e1vel, de sexualidade fr\u00edvola, cujas duas representantes s\u00e3o a puta e a adolescente. Do outro lado da frivolidade das mulheres, est\u00e1 o embri\u00e3o, j\u00e1 representado pela imagem de um rec\u00e9m-nascido. Os termos finais s\u00e3o uma mulher inconsequente cometendo um infantic\u00eddio.<\/p>\n<p>A mulher comum, a puta e a adolescente abortam de maneira semelhante: usam comprimidos, isolados ou combinados a ch\u00e1s, ervas ou garrafadas. Aprendem com outras mulheres onde comprar os comprimidos, que deve ser usado sempre \u00e0 noite, em casa, em sil\u00eancio e sozinha, em qual momento se expulsa a bola de sangue e, portanto, deve-se buscar o servi\u00e7o de sa\u00fade. Aprende a regra do sil\u00eancio, a desconfiar de quem deveria proteg\u00ea-la, os seres de jaleco branco na porta dos hospitais. Os comprimidos recebem o nome gen\u00e9rico de citotec, s\u00e3o usados em combina\u00e7\u00e3o com aspirina, novalgina, sonrisal.<\/p>\n<p>As doses variam, e n\u00e3o sabemos porque variam tanto: ou sub-doses intencionais para finalizar o aborto em hospital, ou sub-doses por acesso aos comprimidos. As mulheres compram sem saber a proced\u00eancia ou composi\u00e7\u00e3o do medicamento \u2013 o vendedor, em geral, homem, lhe assegura ser o citotec; junto aos comprimidos avulsos, bilhetes indicam como utiliz\u00e1-lo: um aplicador de creme vaginal, pernas para cima, anti-inflamat\u00f3rios profil\u00e1ticos. O vendedor \u00e9 um tipo da comunidade, um balconista de farm\u00e1cia, sujeito especializado em medicamentos de g\u00eanero \u2013 como emagrecer, como engordar, como resolver problemas sexuais. No card\u00e1pio, est\u00e1 o aborto, mas sem qualquer particularidade de especialidade para o vendedor, s\u00f3 um com\u00e9rcio lucrativo, os pre\u00e7os variam de 10 a 50 reais o comprimido. Com varia\u00e7\u00f5es regionais e de classe, esse \u00e9 o itiner\u00e1rio das mulheres. Algumas agregam \u00e1gua inglesa nos dias subsequentes, outras indicam uma ultrassonografia antes e depois do aborto, outras uma dieta de comida pouca remosa.<\/p>\n<p>As casas de aborteiras com sondas e bacias imundas sa\u00edram de cena. Ainda existem, mas n\u00e3o \u00e9 delas que a mulher comum depende para o aborto proibido. As cl\u00ednicas clandestinas ainda existem, 50% das mulheres n\u00e3o usaram rem\u00e9dio para abortar, especialmente as mais velhas. Como pesquisadoras n\u00e3o sabemos quase nada do universo oculto das cl\u00ednicas, quem nos conta o que ali se passa s\u00e3o as jornalistas, a pol\u00edcia, ou o esc\u00e2ndalo de mulheres mortas e queimadas. Quanto mais jovem a mulher, citotec \u00e9 o m\u00e9todo mais comum e \u00fanico. Teresina \u00e9 a capital mais pobre do pa\u00eds, ali acompanhamos durante seis meses as adolescentes que chegaram por aborto clandestino. Foram 131 adolescentes que esperaram a curetagem uterina, entrevistamos 30 delas \u2013 28 fez uso de citotec sozinho, duas combinado com ch\u00e1s e ervas. Elas tinham entre 10 e 19 anos, uma em cada quatro j\u00e1 estava na segunda gravidez, quase a metade delas s\u00f3 tinha ensino fundamental. Como a mulher comum, s\u00f3 mais jovem que o perfil nacional, a adolescente de Teresina que abortou era negra, pouco escolarizada, e 80% delas abortaram antes da 12\u00aa semana de gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As prostitutas tamb\u00e9m foram de Teresina. Entrevistamos 310 mulheres, entre 18 e 39 anos, quanto mais jovem, mais comum o uso do citotec (70%), as mais velhas ainda conheceram sonda e ch\u00e1 de boldo com m\u00e9todos \u00fanicos ou combinados. Metade delas realizou um \u00fanico aborto, 16% delas tr\u00eas ou mais, metade de todas elas ficou internada para finalizar o aborto. Em pior situa\u00e7\u00e3o que a mulher comum e mesmo que as adolescentes, as prostitutas s\u00e3o mais jovens, menos escolarizadas (80% com ensino fundamental), ganhavam por programa entre 10 e 50 reais. Uma em cada cinco delas tinha a pra\u00e7a como local de trabalho, e a quase totalidade \u00e9 desconhecida pela seguridade social brasileira.<\/p>\n<p>A mulher comum, a adolescente e a prostituta de Teresina s\u00e3o todas mulheres comuns. Fiz uma falsa classifica\u00e7\u00e3o somente para provocar o absurdo de nossos regimes de julgamento moral sobre sexualidade, reprodu\u00e7\u00e3o e escolhas reprodutivas. O aborto fala da mulher comum, marcadores sociais de desigualdade, como a juventude, a regi\u00e3o, a classe e a cor, agudizam a precariedade pr\u00e9via e compartilhada por todas as mulheres que sobrevivem em uma ordem patriarcal que criminaliza o aborto. \u00c9 a lei penal que mata, interna e sangra as mulheres.<\/p>\n<p><strong>Mulher V\u00edtima<\/strong><\/p>\n<p>Esse \u00e9 o cen\u00e1rio da mulher comum: aborto \u00e9 um evento t\u00edpico, citotec, o principal m\u00e9todo, a interna\u00e7\u00e3o, um desfecho ordin\u00e1rio. Mas esse \u00e9 o itiner\u00e1rio da mulher clandestina, aquela que silencia ao chegar frente aos guardi\u00f5es da lei penal. O aborto foi de um susto, uma perda espont\u00e2nea, uma surpresa descobrir-se gr\u00e1vida; com raras exce\u00e7\u00f5es, as mulheres n\u00e3o confessam o aborto clandestino aos m\u00e9dicos e enfermeiras. Para que uma mulher atravesse as portas de um hospital e anuncie o aborto como uma necessidade de sa\u00fade, \u00e9 preciso que n\u00e3o seja uma clandestina, mas uma v\u00edtima. Uma v\u00edtima do acaso (risco de morte e anencefalia) ou do patriarcado (estupro). A lei penal s\u00f3 reconhece as necessidades de sa\u00fade da mulher v\u00edtima, aquela estuprada, gr\u00e1vida de um feto com anencefalia ou quase morrendo.<\/p>\n<p>A moral do aborto se mant\u00e9m a mesma, \u00e9 o lugar da mulher que se transforma. A adolescente ou a puta d\u00e3o lugar \u00e0 v\u00edtima. Mas ao contr\u00e1rio do que anuncia a pol\u00edtica p\u00fablica brasileira, n\u00e3o \u201cbasta a palavra da mulher\u201d. Assim como h\u00e1 o espectro da mulher aborteira, h\u00e1 o espectro da v\u00edtima nos servi\u00e7os de aborto legal. Para ser v\u00edtima, a mulher precisa ter cicatrizes da viol\u00eancia, ter marcas do trauma, dar sinais da rejei\u00e7\u00e3o ao corpo, os servi\u00e7os de aborto legal ainda resistem a cumprir as normas t\u00e9cnicas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e insistem em procedimentos periciais: boletim de ocorr\u00eancia, comiss\u00e3o de \u00e9tica ou cortes judiciais. Ela precisa ser aprovada nos testes de verdade: data da \u00faltima menstrua\u00e7\u00e3o, detalhes da cena de viol\u00eancia, o que os servi\u00e7os classificam como \u201cnexo causal\u201d entre o estupro e a exce\u00e7\u00e3o ao aborto. O corpo, esse territ\u00f3rio amb\u00edguo a ser controlado e protegido pelos servi\u00e7os de aborto legal, \u00e9 a geografia da inspe\u00e7\u00e3o \u2013 ou como sustentamos em artigo recente, de pr\u00e1ticas periciais sobre a verdade da v\u00edtima.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 consolo para as mulheres quando o assunto \u00e9 aborto. E agora n\u00e3o falo mais das adolescentes e das putas de Teresina, mas das mulheres v\u00edtimas de estupro de cinco capitais do pa\u00eds, cujos servi\u00e7os juntos atendem quase a totalidade dos abortos legais do pa\u00eds. A pol\u00edcia saiu de cena como poder legitimado para investigar o corpo da mulher<\/p>\n<p>para que tenha acesso ao aborto, mas em seu lugar os profissionais de sa\u00fade assumiram o poder da investiga\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 presun\u00e7\u00e3o de veracidade na palavra da mulher \u2013 \u00e9 preciso que ela se confesse diante dos guardi\u00f5es da lei penal, pois somente diante de uma confiss\u00e3o veraz deixar\u00e1 de ser aborteira para ser uma v\u00edtima.<\/p>\n<p>Uma mulher ao chegar aos servi\u00e7os de aborto legal deve lidar com a presun\u00e7\u00e3o da mentira. Essa invers\u00e3o do lugar n\u00e3o se d\u00e1 por uma intencionalidade perversa dos profissionais, ao contr\u00e1rio, pois s\u00e3o m\u00e9dicos, enfermeiros, psic\u00f3logos e assistentes sociais sens\u00edveis ao sofrimento da mulher. No entanto, mulheres e profissionais sobrevivem sob a doutrina da excepcionalidade do aborto: o aborto \u00e9 um crime, e somente quando a mulher for v\u00edtima do acaso ou da viol\u00eancia masculina poder\u00e1 ela ser protegida em suas necessidades. O aborto n\u00e3o muda de status moral, a mulher que se transforma aos olhos de quem a julga \u2013 da adolescente ou puta para a mulher v\u00edtima. Nesse jogo entre afastamento e compaix\u00e3o, os direitos s\u00e3o ignorados. A mulher comum \u2013 aquela uma em cada cinco que abortou \u2013 \u00e9 ignorada, mas em nome de qu\u00ea? De uma ordem patriarcal que faz uso de um de seus dispositivos mais poderosos para imposi\u00e7\u00e3o da regra \u2013 o direito penal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D\u00e9bora Diniz \u2013 antrop\u00f3loga, professora da UnB e pesquisadora do Anis \u2013 Instituto de Bio\u00e9tica, Direitos Humanos e G\u00eanero &nbsp; Uma em cada cinco mulheres<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[19],"tags":[60,313,106,348],"class_list":{"0":"post-22104","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias-e-analises","7":"tag-brasil","8":"tag-direito-ao-aborto","9":"tag-direitos-reprodutivos","10":"tag-justica-reprodutiva"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - 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