{"id":21869,"date":"2010-10-12T13:09:05","date_gmt":"2010-10-12T16:09:05","guid":{"rendered":"https:\/\/spw.fw2web.com.br\/ptbr\/2010\/10\/12\/recomendamos-3\/"},"modified":"2024-02-05T20:47:41","modified_gmt":"2024-02-05T23:47:41","slug":"recomendamos-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sxpolitics.org\/ptbr\/biblioteca-spw\/artigos\/recomendamos-3\/21869","title":{"rendered":"Internet e sexualidade a partir do IGF 2010"},"content":{"rendered":"<p><strong>Internet e sexualidade a partir do IGF 2010<\/strong><\/p>\n<p><em>Por Marina Maria<\/em>*<\/p>\n<p>Entre 14 e 17 de setembro de 2010, aconteceu em Vilnius,\u00a0 na Litu\u00e2nia, o <a href=\"http:\/\/www.intgovforum.org\/cms\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>F\u00f3rum de Governan\u00e7a da Internet<\/strong><\/a> (IGF, do ingl\u00eas <em>Internet Governance Forum<\/em>), realizado desde 2006 pela Secretaria Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas, a fim de incluir oficialmente a quest\u00e3o da governan\u00e7a da internet nas agendas diplom\u00e1ticas, conforme recomenda\u00e7\u00e3o da C\u00fapula Mundial sobre a Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o (CMSI). Tive a oportunidade de participar do IGF 2010, representando o secretariado brasileiro do Observat\u00f3rio de Sexualidade e Pol\u00edtica (SPW), a convite da Associa\u00e7\u00e3o para o Progresso das Comunica\u00e7\u00f5es (APC), por integrarmos a equipe brasileira do <strong>EroTICs: sexualidade e internet \u2013 um projeto de pesquisa explorat\u00f3rio<\/strong>, coordenado pelo Programa de Apoio a Redes de Mulheres da APC. Juntamente com representantes de projetos e da equipe da APC, nossa atua\u00e7\u00e3o foi no sentido de tentar pautar tem\u00e1ticas associadas \u00e0 internet e sexualidade nos workshops e sess\u00f5es principais, chamando aten\u00e7\u00e3o para dimens\u00f5es dos direitos humanos e das express\u00f5es de sexualidade e g\u00eanero no contexto da internet. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m cobrimos algumas atividades do f\u00f3rum, por meio da postagem de conte\u00fados no site da publica\u00e7\u00e3o GenderIT, da APC, e tamb\u00e9m no Twitter.<\/p>\n<p>Nesta quinta edi\u00e7\u00e3o, o IGF teve mais de 2 mil pessoas inscritas, com representantes de 107 nacionalidades, de diferentes setores, sendo 25% provenientes do governo, 23% do setor privado, 23% de setores t\u00e9cnicos e acad\u00eamicos, 21% da sociedade civil, 5% de institui\u00e7\u00f5es intergovernamentais, e 4% da m\u00eddia. Com rela\u00e7\u00e3o ao recorte de g\u00eanero, do total de participantes, 36% eram mulheres e 64% homens, com uma faixa et\u00e1ria m\u00e9dia de 41 anos, revelando que a participa\u00e7\u00e3o das mulheres ainda \u00e9 consideravelmente menor do que a de homens \u2013 embora informa\u00e7\u00f5es dos membros do grupo de trabalho apontem um aumento consider\u00e1vel se comparada \u00e0s edi\u00e7\u00f5es anteriores \u2013, assim como que a presen\u00e7a de jovens neste espa\u00e7o ainda \u00e9 muito pequena, mesmo que representem grande parte dos\/as usu\u00e1rios\/as da internet no mundo.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o foi composta por sess\u00f5es principais e workshops, de forma que os workshops se distribu\u00edram de acordo com os seguintes grandes temas: Crian\u00e7as e pessoas jovens; Recursos cr\u00edticos na internet; Desenvolvimento; Acesso e diversidade; Seguran\u00e7a, abertura e privacidade; Quest\u00f5es emergentes \/ <em>Cloud computing<\/em>; e Constru\u00e7\u00e3o de capacidade. Depois dos workshops de cada \u00e1rea tem\u00e1tica, era realizada uma sess\u00e3o principal em que os coordenadores das sess\u00f5es menores apresentavam os principais pontos debatidos, a fim de identificar e compartilhar tend\u00eancias dos debates e quest\u00f5es mais relevantes.<\/p>\n<p>Ainda que o grupo de trabalho do IGF evidencie um crescimento na participa\u00e7\u00e3o de mulheres e que a participa\u00e7\u00e3o de mulheres tenha sido um crit\u00e9rio para a sele\u00e7\u00e3o dos workshops, o mesmo n\u00e3o se pode dizer do n\u00famero de debates voltados para discutir o uso da internet para tratar de quest\u00f5es de sexualidade, direitos das mulheres, equidade de g\u00eanero, diversidade sexual e direitos sexuais e reprodutivos. Se considerarmos o total das atividades da programa\u00e7\u00e3o oficial, apenas tr\u00eas sess\u00f5es trataram diretamente de quest\u00f5es associadas a tais tem\u00e1ticas, sendo que duas foram workshops (Direitos Sexuais, abertura e sistemas regulat\u00f3rios e Protegendo direitos das mulheres: conte\u00fado na Internet a partir de uma perspectiva de g\u00eanero)\u00a0 e a terceira uma reuni\u00e3o da Coaliz\u00e3o Din\u00e2mica de G\u00eanero \u2013 ali\u00e1s, todas essas atividades contaram com a participa\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o da APC. Os dois workshops em quest\u00e3o faziam parte, respectivamente, dos grandes temas Seguran\u00e7a, abertura e privacidade e Acesso e diversidade e a tentativa foi explorar, com estes debates, outras abordagens ao se tratar de sexualidades e direitos humanos na internet, evidenciando sim as possibilidades de riscos, danos, explora\u00e7\u00f5es, abusos e viola\u00e7\u00e3o de direitos, mas tamb\u00e9m as m\u00faltiplas formas e percep\u00e7\u00f5es de uso de tal espa\u00e7o na promo\u00e7\u00e3o, sobretudo, dos direitos das mulheres e dos direitos sexuais, a partir de experi\u00eancias captadas em pa\u00edses que fizeram parte da pesquisa EroTICs, por exemplo.<\/p>\n<p>No entanto, ao passo que se identifica este n\u00famero limitado de debate sobre sexualidades e g\u00eanero, \u00e9 poss\u00edvel observar na programa\u00e7\u00e3o do IGF que a tem\u00e1tica<em> Crian\u00e7as e pessoas jovens <\/em>foi definida como uma grande \u00e1rea, o que deu lugar a oito workshops sobre temas como prote\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7as das crian\u00e7as na internet, juventude, desenvolvimento de medidas e mecanismos de combate a crimes e viola\u00e7\u00e3o de seus direitos. Essa significante presen\u00e7a de sess\u00f5es com esta abordagem\u00a0 evidencia o que \u00e9 um grande desafio para o IGF: como conciliar em sua agenda pautas de ordens diversas e de uma maneira n\u00e3o conflitante, sem tender a hierarquizar, diante de tantos conflitos de interesse, direitos?<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata aqui de contestar ou minimizar a necessidade de que as quest\u00f5es associadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as na internet sejam tratadas com prioridade pelo IGF \u2013 sobretudo em raz\u00e3o da evid\u00eancia dispon\u00edvel acerca\u00a0 de casos de imagens de abuso e explora\u00e7\u00e3o sexual de crian\u00e7as e adolescentes. No entanto, casos de viola\u00e7\u00e3o dos direitos de mulheres e tantos outros grupos sociais e et\u00e1rios na internet tamb\u00e9m s\u00e3o evidentes, assim como o uso bem sucedido deste espa\u00e7o para que pessoas promovam direitos humanos, se mobilizem e compartilhem informa\u00e7\u00f5es diversas. O que nos chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que essa disparidade de sess\u00f5es no IGF pode refletir uma tend\u00eancia no debate sobre internet, que diz respeito a fortalecer a implementa\u00e7\u00e3o de medidas de controle, vigilantismo e excessiva prote\u00e7\u00e3o, o que pode gerar efeitos danosos ao direito \u00e0 liberdade de express\u00e3o e \u00e0 privacidade, sobretudo quando se trata de temas associados \u00e0 sexualidade e afins na internet, como se falar de sexo ou de qualquer quest\u00e3o relacionada aos direitos sexuais fosse um problema ou abrisse precedente para um controle.<\/p>\n<p>Embora poucas, as mesas sobre temas de sexualidade e g\u00eanero na Internet tiveram um debate interessante e de qualidade, com reflex\u00f5es neste sentido. A sess\u00e3o <em>Direitos Sexuais, abertura e sistemas regulat\u00f3rios<\/em> (veja a <a href=\"http:\/\/www.intgovforum.org\/cms\/component\/content\/article\/102-transcripts2010\/638-73\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">transcri\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas<\/a>), aconteceu no primeiro dia de IGF, com a modera\u00e7\u00e3o de Jac sm Kee, coordenadora do projeto de pesquisa EroTICs, e com a participa\u00e7\u00e3o de Tamara Qiblawi, da equipe EroTICs do L\u00edbano, Clarissa Smith, da Universidade de Sunderland (Reino Unido), e Joy Liddicoat, da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da Nova Zel\u00e2ndia. Nesta ocasi\u00e3o, tamb\u00e9m foi poss\u00edvel ver as primeiras rea\u00e7\u00f5es das pessoas quanto \u00e0s an\u00e1lises e observa\u00e7\u00f5es decorrentes do projeto de pesquisa EroTICs, j\u00e1 que Tamara falou dos achados do L\u00edbano e sobre como a internet teve papel estrat\u00e9gico no fortalecimento do movimento queer por l\u00e1. Ela tamb\u00e9m apresentou alguns exemplos de sites e outros f\u00f3runs online em que pessoas LGBT se articulam e se relacionam, o que contribuiu para a consolida\u00e7\u00e3o de uma rede queer naquele pa\u00eds. Clarissa Smith falou a respeito da rede sobre obscenidade, uma rede do Reino Unido que tem a inten\u00e7\u00e3o de examinar o que est\u00e1 acontecendo atualmente, no s\u00e9culo 21, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sexualidade, sexo, m\u00eddia e tecnologia. Entre as quest\u00f5es mais interessantes que Clarissa levantou, destaco a constata\u00e7\u00e3o dela de termos uma explos\u00e3o de comunidades sexuais online e novas formas de trabalho sexual e prolifera\u00e7\u00e3o de pornografia pela Internet, o que, ao mesmo tempo, tem sido usado como argumento para proteger crian\u00e7as, fam\u00edlias. Ela ressaltou que a pornografia se tornou um f\u00e1cil bode expiat\u00f3rio para todos os tipos de problemas que merecem medidas de regula\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o. Diante disso, ela falou do processo de sexualiza\u00e7\u00e3o de tudo e falou da import\u00e2ncia de pensar n\u00e3o apenas que as pessoas produzem e acessam pornografia na internet, mas sim por que o fazem e recorrem \u00e0s novas tecnologias para tanto. J\u00e1 Joy Liddicoat, da Nova Zel\u00e2ndia, apresentou informa\u00e7\u00f5es sobre sexualidade e sistemas regulat\u00f3rios, dando exemplos de formas de engajamento que ela tem observado no pa\u00eds dela, como comiss\u00e1ria de direitos humanos.<\/p>\n<p>A segunda sess\u00e3o com este enfoque foi a <em>Protegendo direitos das mulheres: conte\u00fado na Internet a partir de uma perspectiva de g\u00eanero<\/em> (veja <a href=\"http:\/\/www.intgovforum.org\/cms\/component\/content\/article\/102-transcripts2010\/722-96\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">transcri\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas<\/a>), realizada no \u00faltimo dia do IGF, numa iniciativa da APC junto com o Conselho da Europa. Desta vez, estiveram presentes Maya Indira Ganeshi, representante da equipe EroTICs na \u00cdndia, e Katharine Sarikakis, do Instituto de Estudos de Comunica\u00e7\u00f5es da Universidade de Leeds, no Reino Unido. Maya lembrou que a pesquisa EroTICs foi bem curta e apresentou alguns achados em termos das formas que as mulheres entre 18 e 25 anos de classe m\u00e9dia e baixa t\u00eam usado a internet em Mumbai \u2013 segundo ela, o grupo de usu\u00e1rios de Internet que mais cresce na \u00cdndia \u2013 e que tipos de danos e riscos tais mulheres enfrentam neste espa\u00e7o online. Ao mesmo tempo em que a mulher indiana \u00e9 t\u00e3o monitorada quanto a aspectos como modo de vestir, se \u00e9 casada ou n\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel tamb\u00e9m achar formas de negociar, resistir e lidar com esse vigilantismo presente, inclusive na internet. Ela lembrou que na \u00cdndia h\u00e1 uma legisla\u00e7\u00e3o voltada para regula\u00e7\u00e3o das novas tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e h\u00e1 casos no pa\u00eds de sites bloqueados pelo governo em fun\u00e7\u00e3o do seu conte\u00fado, como o blog Savita Bhabhi, um blog de cartoon em que uma mulher fala de pornografia e conta detalhes de suas aventuras sexuais. Diante de diferentes mecanismos de controle e situa\u00e7\u00f5es em que mulheres indianas tiveram seus direitos violados na web, a pesquisa evidenciou que as entrevistadas t\u00eam consci\u00eancia que precisam aprender como proteger sua reputa\u00e7\u00e3o e imagem neste contexto de p\u00e2nico moral e censura de conte\u00fados e buscam informa\u00e7\u00f5es neste sentido.<\/p>\n<p>Ainda houve, como disse antes, uma reuni\u00e3o da <em>Coaliz\u00e3o Din\u00e2mica de G\u00eanero<\/em> no \u00faltimo dia (veja <a href=\"http:\/\/www.intgovforum.org\/cms\/dynamic-coalitions\/694-dc10\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">transcri\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas<\/a>), que buscou pensar em estrat\u00e9gias e no papel dessa rede no IGF para pautar quest\u00f5es associadas aos direitos das mulheres e ao acesso de mulheres a internet. Embora n\u00e3o tenha acompanhado esta atividade, diria que promover esse debate num espa\u00e7o predominantemente masculino, do Norte Global, e que parece entender acesso e diversidade envolvendo apenas alguns grupos mais vulnerabilizados, ainda \u00e9 um desafio ao IGF, mas que tem sido problematizado e pensado a partir de uma articula\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias mulheres.<\/p>\n<p>Da minha parte, digo que participar do IGF foi uma experi\u00eancia interessante, ao mesmo tempo em que muito inquietante, a come\u00e7ar pela grandiosidade de um evento associado \u00e0 ONU, que implica em todo um rigor e controle em termos de seguran\u00e7a que eu n\u00e3o tinha visto antes. Sem contar a multiplicidade de setores, interesses, realidades, pa\u00edses e abordagens acerca da internet evidentes. Em diferentes momentos, ficava me perguntando onde, de fato, todas as reflex\u00f5es e quest\u00f5es ali compartilhadas chegariam concretamente e como poderiam impactar no uso propriamente dito da internet, sobretudo por mulheres e na promo\u00e7\u00e3o dos direitos humanos. N\u00e3o tenho d\u00favidas que as reflex\u00f5es e abertura de di\u00e1logo envolvendo atores t\u00e3o diversos seja um grande passo na tentativa de pensar em melhores pr\u00e1ticas do uso deste instrumento mais que essencial na sociedade atual e com impactos de ordens diversas. Fico na expectativa que, de fato, este processo leve a algum lugar\u00a0 e que venham o IGF 2011, em Nairobi, Qu\u00eania.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #003366\">_________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p>* <strong>Marina Maria <\/strong><em>\u00e9 jornalista e assistente de comunica\u00e7\u00e3o e projetos do Observat\u00f3rio de Sexualidade e Pol\u00edtica (SPW)<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Internet e sexualidade a partir do IGF 2010 Por Marina Maria* Entre 14 e 17 de setembro de 2010, aconteceu em Vilnius,\u00a0 na Litu\u00e2nia, o<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[283],"tags":[103,147,210,323,373],"class_list":{"0":"post-21869","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-artigos","7":"tag-direitos-humanos","8":"tag-genero","9":"tag-onu","10":"tag-sexualidades","11":"tag-tecnologias"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - 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